2016/11/24

mulheres da nazaré

as ditas, animadas com a estátua nova - epá... tem uns cornos bem grandes...
eu, bajulador - se eles os trazem práqui é porque talvez façam cá falta. há sítios onde já há muitos...
uma das ditas, consciente das assimetrias de género ainda vigentes em grandes franjas do tecido social português e quiça de outros sítios - os meus devem ser assim ou maiores. o meu homem não os tem mas eu devo tê-los bem grandes...
d. fuas little helper, consciente apenas - isso é que está mal...



2016/11/12

his body is gone...

but his spirit continues to drool...

he always imagined himself as a writer, “raincoated, battered hat pulled low above intense eyes, a history of injustice in his heart, a face too noble for revenge, walking the night along some wet boulevard, followed by the sympathy of countless audiences . . . loved by two or three beautiful women who could never have him.”



título do post adaptado de "one of us cannot be wrong"

2016/11/08


notas

- em hora de ponta deverá contar com as habituais demoras no túnel do grelo...

- doces consensuais.

- se há uma ciência do cieiro não estou ciente...

- why not again?

2016/05/16

2016/03/30

2016/03/29

da ausência de valor

li que no jogo de futebol com a bélgica alguém, suponho que muita gente, era portador de uma bandeira da bélgica em homenagem aos atentados.
sei que é um lapso.
sei que não seriam os atentados que se pretendia homenagear...

mas tudo, todas estas manifestações, tem um ruído que se assemelha a de algo com sentido.
não gosto.
 perante alguns acontecimentos, a única homenagem minimamente decente é o silêncio.

seja um minuto, sejam dois, seja uma hora, mas silêncio.

2016/03/14

é cortá-los, rentes...

Somos um povo sem palavras, por tantos séculos de miséria e analfabetismo?

Somos, e por isso queremos ter coisas. De preferência coisas caras que preencham esse vazio, que dêem(*) um sentido aparente ao caos interior. Por exemplo, na Holanda não há carros de luxo. Quem tem carros de luxo são os traficantes de droga e as prostitutas e os parolos. As pessoas normais têm um utilitário. Aqui essa necessidade de mostrar, de exibir, esse parolismo começa logo nos políticos. Ser político à portuguesa implica logo ter um carro de luxo. É uma coisa triste mas que depois só me dá vontade de rir.

(*) correcção minha, que aqui não há cá AO's...

2016/03/03

"la trampa" ou "cala-te!"

olha aqui um excerto de uma das espístolas ao coríntios retirado da "bíblia en lenguaje sencillo":

Por eso, ninguno de los dos debe decirle al otro que no desea tener relaciones sexuales. Sin embargo, pueden ponerse de acuerdo los dos y dejar de tener relaciones por un tiempo, para dedicarse a orar. Pero después deben volver a tener relaciones; no vaya a ser que, al no poder controlar sus deseos, Satanás los haga caer en una trampa.

2016/02/27

real politik, parte XLVI

é bom ter uma "técnica que apoia todo o funcionamento do órgão".

2016/02/19

2016/02/18

também gostei da menina...

açorda à laborial

estou a engonhar, coisa que, ainda que menos, vou cultivando. desde que ando na linha (!!!) não me tinha acontecido, mas estava fadado a isso. aliás, com a carrada de coisas que tenho para fazer, ouso pensar que estou muito mais do que fadado se continuar a engonhar.
mas (*) estava a ler uma coisa na internet (assumo a minha meia-idade recusando liminarmente o uso do diminutivo "net", que deixo, com bom proveito, para as camadas mais jovens dessa lasagna que é a sociedade portuguesa) enquanto continha, silenciosa e lacrimejantemente, o riso. estava a ler (**), nada de bonecada, que o tempo mais quente ainda não chegou.
pensei que perdido por cem perdido por mil (assim, sem vírgulas) e decidi transcrever um pedaço (ler pedaço com sotaque brasileiro) da toalha da mesa do restaurante, que era de papel. a toalha. não a mesa. e não o restaurante.
cá vai:

recupera-se, hoje, uma tradição:
- parasitar as conversas no restaurante.
(interlúdio)
conversa entre r.h. (um gajo do surf, conhecido e reconhecido por mim, que passa por lá d.v.e.q.) e um casal idoso (o homem era culto, com bagagem) a conversa tinha a ver com a tia de r.h. e se ainda tinha o negócio "ali em baixo", perguntara a senhora...
r.h. lá vai (ia) dizendo que ali estaria por mais pouco tempo, que agora estava mais pelos açores...(***)

homem - o que é que ele faz?
mulher - tem uma loja de surf, ali...
homem - mas é drogado?
mulher - não... isso vê-se logo nos olhos das pessoas...
homem - seja como for: é um regicida. a família dele esteve envolvida na morte de d. carlos. todos regicidas, a mando do povo... todas as revoluções se fazem a mando do povo, claro.

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(***) r.h. tinha estado, há dias, a falar de layouts de um site qualquer dele, com outro tipo. uma conversa incipiente, em termos técnicos, mas com elevadas somas envolvidas. ou não, mas isso é de somenos importância. eram coisas superficiais discutidas com grande seriedade.

(**) a propósito de isto.

(*) pode-se começar um parágrafo assim. CFR com o filme "finding forrester", em que entra um rapaz que é preto e o melhor james bond e o outro que era  o vilão do filme "amadeus", mas que, segundo parece, é um notável compositor, por mérito próprio. eu até sei o nome dele, até porque ando a ouvir a antena 2 no trânsito e isso, mas não quero estar agora a armar ao pingarelho.

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tradução livre de frase retirada de um filme visto num centro comercial, mas um bom filme, nevertheless:

a verdade é como a poesia,
mas quase ninguém gosta de poesia, ó o caralho.

2016/01/24

micro-histórias, CCLII

após ter entrado, fechou a porta atrás de si, respirou fundo e jurou que nunca mais.

2016/01/15

2016/01/04