2017/07/15

2017/07/07

2017/07/06

in your face poetry

- então, professor, o que se passa?
- passa-se poesia,,,
- aí à janela?
- mais precisamente:
constato o negror do céu cinzento
antecipo a chuva que se avizinha
entretenho-me, contemplo excremento,
especificamente, neste caso, de andorinha.

2017/07/04

ameaça

um dia destes, daqui a muitos anos (sim, que a internet é para sempre), virei aqui apenas porque aqui, só aqui, será aceitável ou adequado ou saudável escrever do modo como aprendi.
virei aqui mais amiúde, para polir a nostalgia...

2017/06/28

memento

hoje vi-a, mas já tinha ouvido falar dela.
associei-a a ti, por razões óbvias.
mas não estava preparado para a similitude...

lembrei-me tanto de tanto em tão pouco.




2016/11/24

mulheres da nazaré

as ditas, animadas com a estátua nova - epá... tem uns cornos bem grandes...
eu, bajulador - se eles os trazem práqui é porque talvez façam cá falta. há sítios onde já há muitos...
uma das ditas, consciente das assimetrias de género ainda vigentes em grandes franjas do tecido social português e quiça de outros sítios - os meus devem ser assim ou maiores. o meu homem não os tem mas eu devo tê-los bem grandes...
d. fuas little helper, consciente apenas - isso é que está mal...



2016/11/12

his body is gone...

but his spirit continues to drool...

he always imagined himself as a writer, “raincoated, battered hat pulled low above intense eyes, a history of injustice in his heart, a face too noble for revenge, walking the night along some wet boulevard, followed by the sympathy of countless audiences . . . loved by two or three beautiful women who could never have him.”



título do post adaptado de "one of us cannot be wrong"

2016/11/08


notas

- em hora de ponta deverá contar com as habituais demoras no túnel do grelo...

- doces consensuais.

- se há uma ciência do cieiro não estou ciente...

- why not again?

2016/05/16

2016/03/30

2016/03/29

da ausência de valor

li que no jogo de futebol com a bélgica alguém, suponho que muita gente, era portador de uma bandeira da bélgica em homenagem aos atentados.
sei que é um lapso.
sei que não seriam os atentados que se pretendia homenagear...

mas tudo, todas estas manifestações, tem um ruído que se assemelha a de algo com sentido.
não gosto.
 perante alguns acontecimentos, a única homenagem minimamente decente é o silêncio.

seja um minuto, sejam dois, seja uma hora, mas silêncio.

2016/03/14

é cortá-los, rentes...

Somos um povo sem palavras, por tantos séculos de miséria e analfabetismo?

Somos, e por isso queremos ter coisas. De preferência coisas caras que preencham esse vazio, que dêem(*) um sentido aparente ao caos interior. Por exemplo, na Holanda não há carros de luxo. Quem tem carros de luxo são os traficantes de droga e as prostitutas e os parolos. As pessoas normais têm um utilitário. Aqui essa necessidade de mostrar, de exibir, esse parolismo começa logo nos políticos. Ser político à portuguesa implica logo ter um carro de luxo. É uma coisa triste mas que depois só me dá vontade de rir.

(*) correcção minha, que aqui não há cá AO's...

2016/03/03

"la trampa" ou "cala-te!"

olha aqui um excerto de uma das espístolas ao coríntios retirado da "bíblia en lenguaje sencillo":

Por eso, ninguno de los dos debe decirle al otro que no desea tener relaciones sexuales. Sin embargo, pueden ponerse de acuerdo los dos y dejar de tener relaciones por un tiempo, para dedicarse a orar. Pero después deben volver a tener relaciones; no vaya a ser que, al no poder controlar sus deseos, Satanás los haga caer en una trampa.

2016/02/27

real politik, parte XLVI

é bom ter uma "técnica que apoia todo o funcionamento do órgão".