2024/02/29

a frase mais simples da época

 


as some warn victory, some downfall
private reasons great or small
can be seen in the eyes of those that call
to make all that should be killed to crawl
while others say don't hate nothing at all
except hatred

and if my thought-dreams could be seen
they'd probably put my head in a guillotine
but it's alright, ma, it's life, and life only

going under

desde sempre tentei perceber como as coisas me aconteciam, porque me aconteciam, o que poderia eu fazer acontecer (isto menos).
os meus registos sobre as experiências com drogas, de todos os tipos*, fazem-me rir até chorar...
vão-se tornando incompreensíveis, ilegíveis.. fazem-me sempre lembrar um documento muito abstracto (uma preparação de serviço industrial) elaborado pelo A. enquanto ele ia adormecendo: as letras começaram a borrifar-se nas linhas, assumindo uma mancha gráfica de um movimento ascendente e em contínua redução das letras, até se assemelhar a uma espécie de carreiro de formigas a dirigir-se ao infinito, dado que as letras acabam por sair da folha de papel.

tentei, pelo menos, memorizar, reter, para depois registar... sem sucesso.
o propofol não dá hipótese!
fica a leve frustração da saber que a moca andou à volta de alunos indianos numa sala de aula. que vida tão triste, em que o trabalho se entranha nos desvarios químicos no cérebro da pessoa.
ficou a anos-luz das cores e motivos da experiência análoga na infância.

também ficou a ideia de que talvez seja melhor explorar o potencial de alpiarça... esperando que o pai do francisco não seja para aqui chamado.

* - de todos os tipos por mim experimentados. não experimentei (nem quero) todos os tipos. 

citação avulsa da internet: 

michael jackson insistiu. queria o seu "leite". era assim que chamava ao anestésico propofol, por causa do seu aspecto esbranquiçado e leitoso. às 10h40 do dia 25 de junho de 2009, o clínico administrou-lhe o propofol por via intravenosa. pouco depois, o "rei da pop" (nunca concordei com este epíteto) estava morto.

de facto é leitoso, sim.
mas o que me ocorreu foi uma frase que, na última vez que a ouvi, provocou resultados consideravelmente negativos: drogava-se injectando-se com a seringa das farturas.

leite é um termo tão rico em significados. um autor de que não me lembro o nome chamava mel a secreções vaginais específicas. 

a "terra do leite e mel"... e quem vai ao mar havia sem terra.

2024/02/25

kripi pic

 


tropicália

das caraíbas recordo com saudade os pescoços das raparigas que brincavam, nuas, no mar. 
e os sorrisos.
vi o visto cancelado antes da época dos furacões, mas nem por isso faz mais sentido.

posso sempre variar... 
islândia, terra do fogo e gelo.
ou o motociclismo errante...


ou dedico-me só à leitura,
ou a certo tipo de cogumelos. 
a interioridade como destino.


coleante

foi a palavra usada.
inédito, na minha vida, aquele uso do termo. particularmente naquela aplicação.
mas aconteceu.
e, tal como muitas coisas, não me sai da cabeça.
tento encontrar encadeamentos, reminiscências...
acho que a última vez que ouvi a palavra deve ter sido em 1997, e acerca de uma moça específica que estava a ser maltratada por outras moças, por inveja.
serpenteante, parece que...
enfim...
achei cool.


goran

2024/02/21

autótune

há sempre 1000 razões para que as coisas não corram bem...
mas eu sempre fui pessoa de assumir as minhas falhas: contei por alto.

2024/02/19

reflexão


ceci n'est pas edward hopper, excursion into philosophy, 1959, oil painting

2024/02/15

2024/02/07

freedom

 

i'm floating on a moment 
don't know how long 
no one knows 
no one can stay 
all going to nowhere 
all going 
make no mistake

2024/02/03

2024/02/02

personal religion

I’ve been thinking about the way, when you walk
down a crowded aisle, people pull in their legs
to let you by. Or how strangers still say “bless you”
when someone sneezes, a leftover
from the Bubonic plague. “Don’t die,” we are saying.
And sometimes, when you spill lemons
from your grocery bag, someone else will help you
pick them up. Mostly, we don’t want to harm each other.
We want to be handed our cup of coffee hot,
and to say thank you to the person handing it. To smile
at them and for them to smile back. For the waitress
to call us honey when she sets down the bowl of clam chowder,
and for the driver in the red pick-up truck to let us pass.
We have so little of each other, now. So far
from tribe and fire. Only these brief moments of exchange.
What if they are the true dwelling of the holy, these
fleeting temples we make together when we say, “Here,
have my seat,” “Go ahead—you first,” “I like your hat.”

mas, não sabia, há no youtube, dito por Helena Bonham Carter

mas, verdade verdadinha, conheço a poeta por causa disto:

What's gone
is not quite gone, but lingers.
Not the language, but the bones 
of the language.  Not the beloved, 
but the dark bed the beloved makes 
inside our bodies."  

 Danusha Laméris

o melhor é ir mesmo logo directamente à fonte, que aqui não se aprende nada.

not even

 


silver bullit dearest

2024/02/01

HDL não é uma empresa que entrega coisas às pessoas...

passei a manhã a fazer exames e a marcar exames e já recebi os resultados das análises... 
tenho de fazer dieta, 
fazer exercício, 
deixar de fumar, 
deixar de beber... 
cum catano! 

segundo o doutor google estou a morrer. mas isso sei desde sempre... 

não tenho de deixar tudo tudo porque, pelo menos a fazer fé nos resultados, a próstata está impec, apesar da bike e da mota e das faltas de carências.