2007/12/19

quizz-test, versão simplex


camel

comprei um camelo insuflável que, depois de cheio, ficou camuflado.

quizz-test


pergunta: qual destas mulheres é mais apetecível?

se eu soubesse a resposta não faria a pergunta.

...e assim, que tal? hã? não?


eu tenho um corpo que parece uma escultura...


patch-work

- então não vais almoçar a casa?
- não... jantei o anexo ontem e ainda estou cheio.

...

é cool ter um bom sistema de reggae para quando é uma seca.

...

2007/12/17

2007/12/14

satisfaction!!!

quadno o fim de uma ciosa má é equapirado a uma cosia boa...

2007/12/12

descoberta recente e em boa hora...

rádio radar.

recordação do colar de pérolas dos tempos de grumete radarista e as luzes de lisboa (antecipadamente) presentes e longínquas na outra margem. travessias (marítimas) solitárias sem rumo, azimute, 360º de indefinição, de vazio, de escuridão e de promessa

aforismos de pavel, le fylosof

# 1 - "fuck plans... plans can fuck you up!"

# 24 - "if you just play with words you'll miss a lot of fun. the limits of words are just the way words play with you. words are more dangerous than you: they always win."

# 51 - "sun-flowers are the sun in the shape of a flower. it is very wise not to expect them to last all winter."

# 54 - "feelings make you look fat in pictures."

# 78 - "2-1=1 is not a real poem. the ocean is not a real person. distance is not a real death. reality is not a place where you can live. really."

# 9... (fragmento danificado. provavelmente entre 94 e 97) - "ouch!!"

2007/12/08

void

paus
pausa
cara
lima
limados
a-dos-paus
limitados
crapeau
cinto-de-ligas
ligados
cara a cara



pausa
mitigados
liminar, nódoa liminar
bond, james dean
culatra limada
canos serrados

rien de rien
caralhausapinadoscaralhaus
apinadoscaralhausa
pinadoscaralhausapinadoscaral
hausapinadoscaralhausapinadoscaralha
usapinadoscaralhausapinadoscaralhausapinadosc
aralhausapinadoscaralhausapinadosc
aralhausapinadoscaralhaus
apinadoscaralhausapinadosca
ralhausapi
nadoscaralhausapina
doscaralhausapinadoscaral
hausapinadoscaralhausapinados
caralhausapinados

agora vou fazer a árvore de natal

comichão...

para todos aqueles que me acusaram de ter assinalado o post número 1000 já há bastante tempo:
arranjai algo de interessante para fazer e deixai-vos de ser picuínhas e isso...

2007/12/05

foi mau

... mas foi bom.

post número mil

como sempre gostei de comemorar estas coisas com uma certa ponta e circunstância:
é isto.

odd love triangle

there's only two of us and we are not in love.

2007/12/04

no proof

chilli, the kid

uma vez vi um filme com título "chamavam-me trinitá", filme esse que contava com a participação de terrence hill mas que jamais contaria em ser alguma vez projectado na sede do clube onde marquei presença, sentado numa tábua corrida entre duas cadeiras de pinho, num dia já indeterminado. exemplo menor do género comedy-western-spaguetti-porradaria, tem esta obra a virtude de ter impregnado o meu espírito (impregnar o meu espírito é sempre uma virtude) com a indelével imagem do herói a ser transportado numa espécie de trenó ou padiola que consistia numa manta (também podia ser um edredão, já não me lembro bem) que ligava dois troncos finos que tinham vértice no dorso de um cavalo subalimentado. de facto, a personagem principal do filme passava muito tempo em trânsito de um local do deserto para outro, dormindo uma interminável sesta sobre a manta, enquanto o cavalo decidia o caminho a seguir. digo decidia com propriedade: via-se bem que o cavalo não sabia o caminho, que não estava ensinado (se eu conhecesse o termo naquela altura estaria capaz de ter usado o termo "aleatoriamente). seja como for, tudo naquela imagem me pareceu (precocemente para a minha idade, quiçá de forma premonitória) absolutamente simbólico: a indecisão e a peguiça tão habilmente resolvidas. note-se que não era uma atitude de "o que vier, vem", atribuível a um desperado, era antes aquela tão peculiar atitude "o que vier, vem, desde que eu não tenha que me esforçar para que venha" que me é tão próxima. as sequências de acção ocorriam sempre e de cada vez que no caminho do cavalo se atravessava uma cidade onde vivesse(m) uma(s) rapariga(s) jeitosa(s).


constatei também que na referida película a dieta habitual consistia inevitavelmente em feijão guisado, facto que mais tarde me pareceu óbvio para figura com tão característico perfil psicológico.

black label walker

a estrada e as sinuosidades são instruídas na arte do esquecimento.
as mimosas, os pinheiros são sombrios cantos de sereias expectantes em granito.
cantos graníticos de sereias graníticas.

a sensação de se encontrar um resto de fogueira no coração da floresta e muito semelhante à visão de ilha verde em mar atlântico: pode reavivar-se o lume, pode-se fumar um cigarro, pode-se pensar, pode não se ter reparado que entretanto anoiteceu e, por isso mesmo, pode-se partir para os perigos da noite.

para os perigos de todas as noites.

não é possivel navegar à vista quando nada se vê.

lapsus mnésicus

- já sabes, se tiveres algum problema podes ligar-me. a qualquer hora...
- mas tu tens sempre o telefone no silêncio e nunca atendes.
- pois, mas isso é menos importante do que a minha declaração de intenção.

the strenght of srings II

the strenght of strings I

2007/11/27

cool stuff (my idea of fun)



estou demasiado cansado para actualizar os textos e nem sei se isso será importante...

2007/11/19

2007/11/12

a tasca

imagine-se uma fotografia deste gajo tirada pelo meu pai, esse algoz que, de cada vez que se encontra por detrás de uma objectiva, entra numa fúria decapitadora:
o pull-over amarel0, a camisa azul, a gravata a meio caminho entre ambos.
ninguém imaginaria o bigode malandro, umas sobrancelhas que parecem dizer, constantemente, "estás cá com uma sorte...", umas pestanas compridas ideais para pedir dinheiro às mulheres. o fungar distraído enquanto se comenta o grande galo do benfica neste fim de semana...
e quando mais nada faria prever um desenvolvimento importante, surge um assobio indescritível: afinado e seguro, com um trinado só possivel a quem consegue, com uma língua sabedora, transformar um mero palito num objecto muitíssimo expressivo.

ornavos tioleta

the time was mine...

2007/11/07

vela enfunada é um charro...

já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias.

quid?

e deus disse: que se faça a interné e que nela cogumelem blogs. e que toda a criatura não almeje outras coisas que não chegar ao post número mil e usar o substantivo ténis num hipotético singular.

ultimate '80s

permanent '80s

my '80s

first '80s

shared '80s

my '80s

my '80s

my '80s...

soundbite

- então, já não se diz nada?
- não te tinha visto...
- tetinha?

2007/11/05

random info

nunca matei alguém.

bifurcoroação

devia mudar o nome deste local mas este é um nome tão estúpido quanto qualquer outro.

a arestia da vida

saudações aos monstros que me esperam na praia. é deles o tempo como é meu o compromisso para com eles.
todos os chamamentos de todos os nomes são a mim que convocam.
o cascalho tem uma vida própria debaixo das minhas botas... e eu bem sei que das vidas as há de todos os feitios.
os lenços de assoar improvisados de papel de cozinha desdobram-se contra vontade e, às vezes, fazem-me lembrar de pastéis de tentúgal e, por associação, de restaurantes de beira da estrada onde, parece, se comem umas boas sandes de leitão.
ranho seco.
o que mais me custa nos suicídios colectivos são as crianças.

agora os ogres estão na neve mas continuam arenosos e fazem-me saber dos elásticos que seguram as meias na curva do joelho de um modo tão formal que eu não resisto e começo a disparar para o ar.

a única marca que restou dos dias de pintura foi um frasco de trebentina que só guardei pela óbvia onomatopeia: tre-ben-ti-na.

as sementes das minhas plantas são como animais de estimação ou um parente acamado... morrem mais por falta de cuidado e nem foi preciso ir a amsterdão para aprender isto.
às vezes rio-me de pensar em coisas como "o lodo é lúdico" ou "comboio, my lord, comboio"... mas nem sempre se consegue segurar água com as mãos. ainda que se logre manter a pressão durante muito tempo, a água desaparecerá inexoravelmente. aqueles que a conseguem guardar até que se evapore são referidos como exemplos de santidade e abnegação.

não faço a mínima ideia da cor, cheiro e consistência do líquido que os nossos olhos contêm.

eu sei que ele me olha agora de frente. sei-o com toda a certeza apesar de não ousar levantar o olhar para além da neblina. há dias que ele anda por aqui a rondar o rio... ele procura-me cada vez com mais impaciência, com aquele sentimento em rama de quem sabe falar muitas línguas para nunca as usar em qualquer momento de comunicação com outra pessoa.

a garrafa segue o exemplo das outras: deixa-se ir na corrente, revelando, estúpida e altivamente, um gargalo em movimentos oscilantes que fazem lembrar uma utilização obscena ou indecorosa de um clarinete.

a minha sombra voltou-se contra mim. pondero a possibilidade de a mandar abater ou, pelo menos, de a (mandar) castrar.
quando me assoo à manga, eles agitam-se pois sabem que estou pronto. estou onde me esperavam desde o início de todas as vidas de todas as nubentes.

"...e desapareço em espuma".

random wisdom

"just take the most of what you've got and get on with it really..."

2007/11/01

a educação assenta em valores ou muj syn + pivo



há tradições que devem ser mantidas, mas não é disso que se trata aqui.
trata-se só do prazer de beber uma cerveja, na nazaré, ao por-do-sol...


fotka: ivana

2007/10/24

toalhete #12 e fim de série

(mancha indescritível)


ponderar a hipótese de jurar a pés juntos que se vê aqui, e mui clara e distintamente, a nossa senhora a tecer linho.
sublinhar o tipo de fibra natural: linho!

toalhete #11

nota mental:
passar a anotar notas mentais sobre tudo o que me ocorra. e sobre o que não me ocorra.
enfim, registar qualquer ocorrimento ou falta dele nestes toalhetes.

toalhete #10

(quando eu sou do povo e assim)

- aqui só apalpa o meu namorado e é quando calha...
- pois eu sempre ouvi dizer que a vida está entre dois calhares.

toalhete #9

(vista sobre uma mesa cheia de gado)

a solidão torna-me cínico.
a solidão torna-me um caso clínico.

toalhete #8

entusiasmo.
palavra interessante que também merece ser vista como uma eventual contracção de tusa e orgasmo, sendo que, relativamente à segunda a contracção é redundante, e oposta ou contraditória à primeira.
(esta hesitação pode ficar mal em quem tem a obrigação a perceber e aplicar correctamente toda a teoria inerente às inferências imediatas, mas agora, neste exacto momento em que não devia ter entrado neste bar nem pedido (mais) esta cerveja, quero mesmo é que a lógica (e a Lógica) se foda.

toalhete #7

- ... e lá em áfrica íamos os dois, eu e o meu marido, dar grandes passeios no mato..
- estou a ver, estou a ver...


___________


há dois tipos de correntes opinativas: as contínuas e as alternas.
as contínuas revelam, geralmente, maior coerência. as alternas estão habitualmente mais adaptadas ao mundo globalzado em que vivemos.

toalhete #6

desporto:
estar no café (espaço trdicionalmente multi-usos) a discorrer sobre a instalação de parques eólicos.
concluir (sempre) que esta é nesta localidade (onde se esteja a falar) que eles fazem mais falta e que é aqui (idem) que a sua instalação é a mais adequada.
fundamentar com números:
"só daqui até lá acima cabiam, à vontade, umas dezassete ventoínhas."

toalhete #5

as tuas sobrancelhas são uma pincelada rápida e certeira, como que a enquadrar finamente o teu olhar cortante.


dedicar-te-ia um canto trinfante se...

toalhete (vários)

toalhete #4

escrever-te-ei uma carta neste papel.
tornará qualquer coisa que te diga em algo mais interessante e, pela fraca qualidade do suporte, mais de acordo com quem te escreve. mais genuíno.

toalhete #3

eram duas vezes dois homens.
um deles fazia planos e acordava, quase invariavelmente, infeliz.
o homem que não fazia planos não... dias havia, até, em que nem acordava.

toalhete #2

no dia da greve dos pilotos, apetece-me chegar ao balcão da tap e dirigir-me à funcionária (devidamente vestida), pedindo:
- são duas imperiais e um pires de tremoços.
e isto tudo fazer sentido.

toalhete #1

- ah, pois... eu cá nestas coisas sou mesmo um pseudo-pseudo.

2007/10/22

poesia francesa

j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime dancer.
j'aime bèser.
j'aime les chansons d'amour,
mais pas toujours.
j'aime des chansons d'amour,
mais pas toujours.

médicis

- não, não é que esteja triste. estou como estou. eu sou mesmo assim.
- e assim é como?
- assim... como estou. eu sou sempre assim.
- volto a perguntar, assim como?
- eu sou sempre como estou.
- fiquei na mesma...
- eu também fico quase sempre. mas fala-me de florença...
- é tudo muito caro.
- só isso?
- o que é que queres? não consigo falar contigo quando estás assim.
- assim como?
- assim, triste.
- não é que esteja triste. estou como estou. eu sou mesmo assim...

nem vagyok méltó hozzád




pour mes parents

respekt

slower burrrrnnnning fuel

because girls in pink are always welcome...

super-nova

acho que te amo quando não penso muito nisso.

T, parte II

levantou-se do pequeno banco de marfim e arrumou as alfaias piscatórias. pensou para consigo: "como é mais fácil o amor na escandinávia..."
tomou o quadritaxi e, dirigindo-se ao terceiro homem que aguardava com os pés nos pedais, ordenou:
- montinho número três!
...
olhava absorto a vida da cidade, essa mesma cidade que T nunca conhecera. tinha-a "recrutado" na Estação Central.
para T, mesmo passando 24 horas por dia no montinho número três, situado no centro nevrálgico da cidade, tudo e a cidade continuavam a ser um sonho. um sonho do mesmo tipo do que a levou a sair, muito nova e contra a vontade dos pais, do seu cacifo. dera-lhes um grande desgosto e, por isso mesmo, eles nunca a procuraram nem lhe soltaram os mastins na peúgada.
ele continuava diluído no movimento, nas conversas ouvidas na passagem, nos gritos dos psicóticos a quem as pessoas atiravam pombos vivos de asas amarradas. os grunhidos e as penas no ar constituiam um espectáculo que o enternecia.
de vez em quando pegava no chicote e tornava o movimento dos ciclistas mais vivo e mais morto. "lamentável, isto agora da T...", pensou.

i don´t like you

- o que achas da obra de lobo antunes?
- não tenho acompanhado com muita atenção, mas espero com muita ansiedade poder acompanhar com atenção a sua prestação nesta nova novela "deixa mamar"... pareceu-me que até tinha um corpo bom para actriz ou assim...

corrente contínua

b. contava-me as suas aventuras no bas-fond da noite na província...
dizia-me: "vê lá que eu, contra toda a lógica da vida, deixei que se me acabásse o tabaco numa casa de putas"... importante, isto.
e o olhar esgazeado dele perante a minha revelação "nunca entrei num bar de alterne".

dicionário de rimas ou tempo útil

concubina
carabina
estriquinina
hemoglubina
vacina
menorquina
morfina
aspririna
marroquina
valsassina
pequenina
columbina
esquina
batina
crina
berlina
assassina
latrina
china

deer mummy





weed out you

i'm burnin my fire in this misty valley
with wandering thoughts and errant ambitions
waiting for godot, talking to bob marley
ignoring the good times and their intermissions.

just inquiring...

..so, you got rid of your penis, hein? how cool is that?

ó deuses...

tão poucos eventos culturais e tantas mulheres para convidar...

as aventuras de mark ou dos capelinhos aos andes...

era um port açorian
mesmau pé do vulcão
vivia o noss amig mark
numa humild casinha

tinha sid extraditad
dos tado do canéricat
recambiade dámerica

e agora parece que vai ter
c'oa puta cu pariu
que vive amigada cum gaij
em machu pichu mas parece que nem tant.

nota mental

(ritual)

pedir ao vilaça um cabo para ligar a guitarra.

fazer um cartaz, em cartão prensado, com os dizeres:
i'll play for beer

chiaroscuro

há um efeito de sombra muito usado nos anos setenta... tem um nome específico (ver)
não interessa agora o nome.
há um efeito de sombra que traça uma fronteira abismal entre as zonas de luz e, precisamente, de sombra.
mas mesmo havendo,
estou, neste momento, a viver um mundo assim:
todos os contornos ficam arredondados, curvilíneos.
acto contínuo: o conceito de desmame. sei tudo sobre. modos e perigos e tudo.
(agradecimentos a pio abreu e a toda a sua obra publicada, com primeiríssimo destaque para o título "como tornar-se doente mental")

that's it.

ter um síndrome maníaco-depressivo é muito lindo, mas não é assim tão cool como isso.
não me incomoda a flutuação entre estados disposicionais ou interpretações do mundo, incomoda-me a completa imprevisibilidade relativamente a mim próprio.
sim, pois.. parece que é aquilo de que os génios sofrem.
that's it...

let's skip dinner and dwell in illness.




let´s skip dinner and tour the bars (all of them) for beer.

parquet

"preciso de mais tempo nos meus dias. entre a necessidade, a conveniência, o trabalho, o prazer, os vários compromissos que, de forma eventualmente pouco voluntariosa, continuo a aceitar... falta-me o tempo."
- dei comigo a pensar isto. é estranho.
primeiro de acordo com a inclinação, depois segundo a convicção, sempre pensei que o tempo nunca me faltaria.
faltar-me o tempo PARA QUÊ?

no estado em que ando não me convirá responder a esta questão. o esquecimento quanto a si próprio é muito saudável...

the late late grand opening

the forbidden songs are now, at this very moment, officialy open.

2007/10/16

ar iu tóking to mia?

agora escrevo em toalhetes para limpar as mãos, em papel reciclado.

i'm moving to beiruth

o antónio deu-me uma das melhores notícias dos últimos tempos, a saber, a de que isto existe.

2007/09/26

lamechice

vi qualquer coisa sobre isto na comunicação social e decidi espreitar...
a menina chama-se ana free e é portuguesa.

não me importaria mesmo nada que um dia a minha filha fizesse uma coisa parecida, um dia.
ou que não se metesse na droga.
ou que fosse feliz e isso...

flakathak

intermezzo

cool...
está a malta aqui sozinha a curtir uma de não curtir nada e o pessoal muda-se praqui numa de reunião e tal..
"expressividade"... "correcção fonética"... tudo muito lindo!
aproveito para escrever isto, que não é nada, mas sempre dá para parecer ocupado.
ou não, não sei.

acho que vou ver umas gajas só para chatear.

2007/09/20

path(os)

flexus

a rapariga bonita sentada no exterior olha-me fixamente, aparentemente alheada da actividade da esplanada. tem os olhos castanhos, lindíssimos.
continua a olhar-me com (riscar interesse) intensidade enquanto ajeita o cabelo distraidamente.
apercebo-me a tempo que apenas aprecia o seu belo rosto reflectido no vidro que nos separa...

não foi tudo mau. aprendi o que se pode sentir quando se trabalha num banco.

experiência

o dia começara a ameaçar chuva mas decidi ir.
a ameaça cumpriu-se e fiquei a abrir a segunda cerveja enquanto assistia à debandada.
o pequeno havia adormecido ali na areia da praia. cobri-o com tudo o que tinha disponível e esperei.

(a belga a quem eu tinha pedido le stylo para escrever estas linhas:
- est'ce que tu reste ici, a la plage, avec ton enfant?
- il dort...
elas sorriram, entreolharam-se e ficaram também)

esperei, calmamente, o regresso do sol com uma fé absurda, gradualmente menos absurda quando, contrariamente ao que seria de prever, se verificava uma cada vez mais provável possibilidade de clarear.
bebi a cerveja sentindo nos pés o fim da força de ondas grandes e desordenadas, portadoras de uma espuma pastosa e vingativa. sentia no corpo todo, no peito nú, a obliquidade de uma muito chuva.

o ciclo fechou-se.
o sol reapareceu para, poucos minutos depois, desaparecer no horizonte.
ele acordou. eu, recém-regressado ao mundo real, acabei a cerveja.
- dormi um sonho fixe, pai.
- eu também, puto.

subjugadamente convicto

quero dizer-te o calor
quero mentir-te o amor
quero olhar-te no escuro
convictamente inseguro

eu dir-te-ia humidade
mentir-te-ia a verdade
em ti tudo é um começo
em ti tudo é um regresso

zénitol

ausentemente presente
na penunbra do arvoredo
e nas curvas do granito em oscilação pendular.

és tu a fuga dos dias
o cúmulo da claridade,
transportada em padiola ou andor de evocação

sobre-sombra de agulhas
num ventre cordilhado de indigências monolíticas
que faz cristalizar o restolho das memórias.

boa constrictor

fascinante a forma como desenhas os éles no discurso e calculas as pausas...
a forma como te sentas, o vestido laranja e as coxas de patinadora.
essas inacreditáveis sandálias.

CSI manteigas

a igreja católica apostólica romana nasceu de uma cólica romana.
assim seja, está apostado.

i'd rather fuck you

sentei-me no sofá da confidência
para tantas outras coisas motivado
que só senti dormência
só enfado

o MELÂO

fim do jogo, saída do estádio. milhares de pessoas muito juntinhas muito juntinhas a dar passinhos pequeninos pequeninos (a isto costuma-se chamar "escoamento")...
eu eu ali aos berros para o meu tio que também dava passinhos pequeninos pequeninos juntinho a outras pessoas:
- ó pá, passa aí o taparuére do melão, que me está a dar uma fome do pior...!!

o CARTAZ

o melhor cartaz que eu poderia ter levado para um estádio, com direito a televisionamento:
"compre melões no justino"


série PP22 - II (criada no estádio da luz, no jogo portugal polónia)

faz de conta que a polónia é no tirol

smo,
laré,
laré,
ki, ku,
laré, ki, ku,
laré, ki, ku.

série PP22 - I (criada no estádio da luz, no jogo portugal polónia)

calçado

soca moms are cool.

void

olha a camisinha aos quadrados a condizer com as calcinhas de sarja, tudo em tons terra, e o telemóvel, a carteira, os óculos de sol e o ar de quem lê a bola...

olha a camisinha aos quadrados a condizer com as calcinhas de sarja, tudo em tons de azul, e o telemóvel, a carteira, os óculos de sol e o ar de quem lê o record...

olha eu a olhar...

laurinda

- de quem é esta lambreta? de quem é esta lambreta, que na minha esquadra entrou?
- é tua, amor, e tem corneta. a sorte que te calhou!

really?

- i'm a first-timer. are you a first-timer?
- yeah, sure. i'm a first-timer.
- that's it. i'm a first-timer, too.
- ... yup... first-timer...
- do you think people can tell we're first-timers?
- nah... but we are realy acting like, you know, first-timers, aaaaaaaa.., like major first-timers...

the freak in me (bike ride)

ao ter reparado nos 5 cortes paralelos na perna do homem (seguramente provocados por um contacto mais violento com uma cremalheira de 44 dentes), interpelei-o com a questão:
- ó amigo, você foi atacado por um urso?
- ... não, foi há bocado, ali em...
- olhe que os ursos são uns animaizinhos do pior. isto um gajo tem que fazer atenção.

sussurronco

porque há exame toda a gente sussurra.
mas reparo agora que há mais de meia-hora que um acutilante motosserra dificulta o raciocínio de toda a gente.
e logo agora que eu tinha tanto para dizer sobre a rapariga da segunda fila que pintou o cabelo da franja da cor do top... ou o contrário.

not bob marley

ai enxoto o chefe?
mas ao pinote não chuto ninguém por ti...

(irra, c'oa breca)

cançoneta estrangeira

i'll keep on strumming, strumming,
'til my fingers bleed
'till our love wears out
'till i lose my creed
'til i end without
all that keeps me breathing.

aplanamento

ando à deriva. gosto disso. trouxe a guitarra mas até nem tanto.
arranje eu uma disciplina e tudo correrá bem. é isso, disciplina e uma amante nova.

uma ponderada disciplina aplicada rigidamente e uma mulher disponível e voluntariosa, tudo isto aliado à criatividade dos jogadores sul-americanos e até acho que podemos fazer uma boa época.
sabendo como sabendo que ainda se encontra aberta a época de transferências, é muito provável que os objectivos possam ser alterados, em sacrifício da disciplina.

2007/09/19

sinto muito

fui à tua casa.
senti-me bem.
mas também me senti mal por não me ter sentido melhor.
por não te ter sentido.

sono e baba

o tó romano é otomano.

refugo

o olhar fixo, parado
nos campos que correm ao lado.
em silêncio sou conduzido
ou sem noção do ruído.
no horizonte a miragem
que orienta a viagem.
para o desnorte ou prá morte
escolhi-te neste transporte.

e volto a tentar adormecer.

evenings

o duarte e os fluffys falam de cerveja de futebol e de gajas.
não me sinto integrado e isso não se deve a um eventual conflito de gerações. é que eles dominam os temas e eu não, apesar de a cerveja não ser uma estranha para mim...

bluntness

- ó pai, vá lá.. escreve lá para eu ver!
- agora não, por favor...
- ó pai... eu gosto de te ver escrever, mesmo sem perceber nada.
- pois. eu também é mais ou menos isso.

a pino

aproxima-se o meio-dia solar, as famílias chegam à praia.
lembrei-me de ti por isso mesmo. dizias que não podias resistir, que era uma questão de pele.
nada a fazer, portanto.

6 de agosto (post-factum)

aniversário e tal e as pessoas que interessam.
ofereci a mim mesmo uma prova, um desafio ("ordeal" em estrangeiro exagerado).
no final tinha fome, frio, dores... enfim, para variar, estava feliz.

fadeintome

2007/09/12

ontem


hoje

porque sim

a categoria da causalidade, uma relação entre dois acontecimentos em que um é causa de outro (independentemente dos sentidos possiveis de causa. ver aristóteles, pai de athina) anda a fazer-me espécie.
baralha-me, a sério.

o que diabo queria eu dizer com "causalidades autofágicas"?

monster tour

- ora bem, ali em frente temos o cântaro magro, o cântaro gordo além e o cântaro raso aqui deste lado. ali em frente, sobranceiro à nave de santo antónio e ao covão da ametade, destaca-se o poio do judeu..
- (sorriso)
- diga lá em que pensa...
- penso nos montes alentejanos...

- o que é um poio?
- um poio, minha querida, tal como o nosso espirituoso colega, felizmente regressado à nossa presença, fez notar com uma insuspeita elegância, é um monte de merda.

2007/09/01

2007/08/31

ó men... tocáquela antiga dos xutos, pá! o inzol!!

vende-se guitarra acústica usada. oferece-se desconto a quem provar ter realmente vivido os anos 80 e sobrevivido com alguma lucidez.

mix-up

reparo que o anûncio de um gelado, "magnum double" neste caso, me faz lembrar de um filme que vi uma... minto.
foi num site.
na net.

pills-liqueur-boose-weed-pills

comer diospiros na diáspora é giríssimo!!!!

chá verde, por favor

é fácil dizer que sim.
é difícil quem é assim.

blow

job trocou toda a sua fortuna por um prato de lantejoulas.

ex-posição

"quadriga com trinco de pérgola", de cashmeere

when you think of love

havia mais de dois meses que usava uma velha vela de ignição danificada como chumbada. tinha gosto nisso. podia associar duas ideias que lhe eram gratas, a reciclagem e a possibilidade de de reflexão que a pesca lhe proporcionava.
enquanto colocava uma tira de haxixe-rosa no anzol pensava em T. apaixonara-se por ela no exacto momento em que o vento definiu os contornos do seu corpo na fina túnica que ela usava para matar a cal.
com um impuls do corpo inteiro, os seus braços impulsionaram a cana, atirando a chumbada new-age, o anzol com o engodo e o bilhete premiado de lotaria felizmente para além das águas gelatinosas da baía. o alvo, a cabina telefónica junto ao matadouro, foi atingido com perícia.
as suas dúvidas quanto à reciprocidade dos sentimentos de T encontraram eco no olhar meio-vago que o maioral das éguas voltou para o farol de esferovite.
T nunca falara. T nunca falava. T sabia o valor das palavras e ele compreendia-a.
foi, por isso, com um sentimento de quase náusea que ouvira, pela primeira vez e filtrada pelo telemóvel, a voz de T, pedindo-lhe que regressasse a casa a fim de lhe aliviar o garrote.
quando pressionou o botão de ligação do motor do carreto já tinha tomado uma decisão: iria acabar tudo.
num gesto brusco, atirou todo o material da pesca ao mar, até o saco do aspirador novo que comprara dias antes.
dirigindo-se à fada-do-porto disse "já está".
partiu.

2007/08/24

cergal assault

se me amas
asseguro
assaltar-te a sementeira
com semeadura sincera

sempre
semana inteira
seminal e sem final

se minto
será somente
seis segundos em surdina

será seca
pequenina

cooool.....

favaios 3 - marrocos 8

the black hole

há algum tempo que sou acompanhado por um caderninho (não tenho cão. antes da entrada do euro tentei ter um escudeiro) no qual coloquei um título: tales from deppression, the forbiden songs.
continua intacto, excepção feita a umas notas imcompreensíveis acerca das afinações de blues para slide guitar...

se eu tivesse um cão
ou uma pick-up
ou a minha mulher me tivesse deixado para fugir com um pregador
ainda consideraria uma carreira na música country.

experiência

a coisa mais estranha que me aconteceu nas férias (cenas com drogas não contam):
estava eu na praia quando vêm a chegar duas fulanas acompanhadas de crianças. aquela que, a avaliar pelo estado da pele, não acredita em tretas como cancros de pele e mais não sei quê disse para a outra:
-tens razão, mas o atraso de portugal não é só de agora. já vem desde o tempo do baltasar ou lá como ele se chamava...
- salazar?
- isso.

russia

- tázaver?... a diferença entre uma "black russia" e uma "white russia" é assim tipo um monte de natas no topo do copo, mas ambas são uma mistura de vodka e de kahlua...
- e qual é que leva as natas, a black ou a white?
- olha, queres ir fazer tiro aos pratos? vou a casa num instante buscar a canos sobrepostos e encontramo-nos no campo de tiro.

2007/07/30

carta aos coríntios

e é vê-lo agora a passear-se pelo jardim onde a relva recém semeada tenta com todas as suas forças impor-se a este mundo enquanto toca (tão mal quanto sempre) a sua guitarra e canta (tão desafinadamente quanto sempre) aquelas canções que ninguém conhece graças à sua pouca lúcida iniciativa de ter executado com uma inaudita perícia um orifício de 2mm de diâmetro onde posteriormente aplicou um parafuso auto-roscante (também carinhosamente chamado de picha-de-porco) de modo a poder prender a correia que estava na fender e é vê-lo agora a passear-se pelo jardim parcialmente relvado, cantarolando e tocando uma guitarra transportada à bandoleira.

2007/07/18

stiller ozean

waiting for nothing includes not being surprised in the eminence of a tidal wave...

memento

video meliora proboque, deteriorat sequor.

tales from depression III

"efeitos secundários: (...), diminuição do apetite sexual, disfunção eréctil, impotência, ..."

it's all so quiet, it's all so still...

tales from depression II

boris vian morreu com a minha idade...

2007/07/06

2007/07/05

2007/06/26

tales from depression I

i have
a magic little pill
that tells me
how to feel.

when sadness
becomes too deep,
another little pill
takes me to sleep.

my doctor is now
my best friend
and he will be so
until the end.

2007/06/20

no cuts

I am happy
That I have you
Even though you're not here now
I know somewhere
You are dreaming
Though it's definitely not of me

It doesn't matter
If this all shatters
Nothing lasts forever
But I'm praying
That we're staying
Together

I am warmed by
Your friendship
Even when you're far away
And I'm happy
In the knowledge
We may never see the day

When I kiss you
And you kiss me
Don't pretend you miss me
The worst kind
Of diseased mind
Is one filled with jealousy

If we should meet again
Don't try to solve the puzzle
Just lay down next to me
And please don't move a muscle

I will thank you
Most of all for
The respect you have for me
I'm embarrassed
It overwhelms me
Because I don't deserve any

It doesn't matter
If this all shatters
Nothing lasts forever
But I'm praying
That we're staying
Together

2007/06/19

chímicha, parte III

Cohen told L.A. Style. "That's what I became. I became a writer and (...) a writer is deeply conflicted and it's in his work that he reconciles those deep conflicts".


i'm not one...

2007/06/13

chinelosemarcasdebikini

losin'it

hoje, escória mental

o que significa a expressão "em tempo útil"?
olho para o céu estrelado acima de mim através do vidro da janela velux (marca registada) e, contrariamente a kant, dou por mim a pensar no sempre misterioso mundo do aparelho digestivo dos pardais.
é bom ter um escritório num sótão. ter um escritório dá-me um certo ar intelectual, muito mais isso do que possuir uma garagem inteligente e gradualmente convertida em cozinha para uso corrente ou quotidiano.
tenho, neste momento, uma erecção. porque sim.
as rotinas são como os regulamentos: poupam pensamento. e o pensamento deve sempre ser poupado, de modo a que se disponha de algum quando nos arrefecer (de vez) o sangue...
as mamas pequenas são, em geral, muito mais bonitas.
hoje, quando me pediram a minha posição de fundamento da sentença disse, pela primeira vez na vida (e suponho que última) a seguinte frase: concordo in totum com a douta proposta do ministério público. suponho que não será a última vez que admirarei o encantador perfil da procuradora-adjunta.
um indício feroz da transitoriedade e finitude da existência é o de que eu, actualmente, já não jogo "ao mata".
tenho saudades de "outros tempos"...
agora que penso nisso, não conheço ninguém que tenha sido braded.
o rolo de papel higiénico que tenho ao lado do monitor e que uso, geralmente, para me assoar pode levar as pessoas que vêm "cá acima" a pensar coisas. pensar coisas é bom.
imagine sound was solid, propunha-me um texto... been there, done that... acredito levemente que há palavras de silicone que são ditas por mim.
comeram a truta, comeram a truta, comeram a truta e a espinha dela ficou no chão...
almocei com o meu pai. no restaurante, ele era o único homem, rodeado de dezena e meia de comensaias. espero que ele faça xeque-ups frequentes.
confessar que se caiu em tentação tanto pode ser um momento de fraqueza como um momento de franqueza.
na sexta-feira passada nós comemos um road-kill. frito, com pão quente. e cerveja. ("ainda está capaz de comer, só tem a cabeça esborrachada")
quando vou a um churrasco de porco-no-espeto dá-me quase sempre uma vontade irresistível de vestir cota-de-malha, sair por ali a passar a fio de espada tudo o que é varão e exercer direitos de prima nocte sobre os decotes.

qualquer dia ainda me heidy rir disto...

2007/06/12

not me CDLXXII

li hoje algures que um personagem masculino (herói) de um filme ou série de televisão ou de uma peça de teatro (já não me lembro) usava "a sua liberdade sexual como forma de realização interior".

o que fazer quando se usa a liberdade interior como forma de realização sexual?

também já tem calhado uma sexualidade interior como realização libertária...

(anti-herói?)

2007/06/07

2007/06/06

vlad

o sabor do nosso sangue altera-se quando a ferida de onde o sugamos não é de origem acidental mas voluntária.

some girls are bigger than others

- queria dizer-lhe duas coisas:
- muito obrigado por ter optado, hoje, por sandálias.
- o seu pé é egípcio.
- ai é esse o termo para definir o meu tipo de pé?
- é.
- pode não acreditar, mas foi das melhores coisas que jamais me disseram. faz-me sentir meio cleópatra...
- deixe-me apresentar-me: marco antónio. é um prazer...
- também tem sonhos imperialistas?
- sim, se pudermos considerar à ligação nervosa entre o seu clítoris e a sua cabeça um império...
- podemos. tenho a certeza que podemos.

projectos a curto prazo (extensível)

- deixar de beber
- fundar uma banda rock/pop/punk/reggae
- mudar o mundo (para melhor, se possível)
- ler, a sério, heidegger
- arranjar o dente partido
- fazer 7 abdominais (no mesmo dia)
- fazer terapia
- comprar bacardi (ou outro rum branco)
- tomar banho

overhearring

"a chaquira mete a bioncê a um canto"
... mais uma razão para eu gostar da chaquira: elas, quando a um canto, estão tramadas.

tequilla sunrise

rever posição acerca da iconoclastia.

nicotine

"morrer em las vegas" pode ser estruturalmente muito semelhante a morrer em qualquer outro sítio.
enjoy nicotine!

2007/06/05

tempos difíceis

o sabor do teu suor...
a tua pele...
a covinha no fundo das tuas costas, quando sorris...

(... e não sei quê sobre o estares com o período?)

it figures

o que fazem estas 3 gajas interessantes com dois gajos nada interessantes, mesmo do ponto de vista feminino? nunca hei-de perceber a matemática da vida...

tázaver?

- ... depois há aquelas quecas à má fila, estás a ver?...
não estás?
ainda não estás...

wild wild world

os tipos ao meu lado dizem que fazem bróculos, tomate, milho...
e eu a pensar que, só porque conheço alguém que tinha feito uma abóbora, que o mundo era um sítio interessante.
o mundo é espectacular.

for whom the bell tolls

se eu fosse belinense ou amesterdamnense insurgia-me violentamente (diria uma frase levemente tocada de indignação, a partir da posição horizontal no sofá da sala) contra a vinda do casal McAnn à minha cidade:
"por que não vão eles a locais onde existam pedófilos e/ou depravados?"

i´m a sucker for...

please believe me when i say to you it wasn't that tatoo across your chest that drawn me into your presence.

fumigações e pensamentos ociosos

hoje, às 19.00h:
- selecção nacional joga no kuwait (com uns tipos quaisquer, a mais de 40ºC)
- largada em salvaterra
- a aula dos costume (só que sem estímulo ou prazer associados)
- alguém vai nascer
- alguém vai morrer
- alguém vai amar

2007/05/31

notas filosóficas em toalha de papel

a-de-vertência (ali para os lados de torres-vedras): a indicação destas notas é fiel. prescinde-se do raciocínio (duvida-se que este exista, aliás) associado à produção das mesmas...

Heidegger, ser e tempo free-style:

o logos constitui o lugar da verdade enquanto acordo. está implicado: não é o primeiro lugar da verdade.
daqui surge a concepção de fenomenologia como uma hermenêutica da existencialidade.

se a compreensão é uma realização da existência, ocorre neste processo uma antecipação por projecto: uma transcendência.

a introdução do tempo(*) é uma foda! (juro que estava, finalmente, a perceber.)
*-como horizonte de compreensão, logo, de ser.

sinto certas saudades das notas de encomenda de forras para fieiras de cerâmica ou de motorredutores L2 de um cavalo e meio...

apercebo-me agora que os duran duran faziam vela de fato e gravata. sou (sempre fui) tão ridículo quanto eles foram (ou são)

ser:
- como mundo
- como verdade original do ente
- como finitude

os existenciais, não como realidade, mas como possibilidade.
ao ser-fora-de corresponde uma possibilidade de ser. a possibilidade de ser.
se mundo é tempo, então ser é tempo, dada a situação do dasein se compreender no mundo.

(fim da toalha de papel)

raios partam...

os sacanas destes franceses aqui ao lado a falar de cavalos... re-instalaram-me a eterna dúvida cheveaux e chevaux...
chevaux, foda-se!

beatriz

again, mas desta vez com saltos altos.
é igual, mas é mais fino.

demo version

- no memorial da irmã lúcia impressionou-me muito o penicozinho.
- onde se lia "réplica da cela" eu, sem conseguir evitar, juro, insistia em ler "réptila gazela"

god sleeps in odd ways...

2007/05/24

let me take you on a trip around the world and back...

hérnia

private-joke caipirinha

(previamente à elaboração deste néctar dos semi-deuses, dever-se-á adicionar aguardente que o tio-padrinho destila a partir de croissants, chocolates, bolos sortidos e coisas parecidas a que passa a validade na base do intermarché (marca registada) aos cristais de açúcar restantes do anis pré-coital que por essa mesma razão serão abundantes)

alfaias necessárias:
1 jarro de 2 litros de capacidade.
1 faca
cigarros q.b.

ingredientes para 2 pessoas (ou uma que não tenha planos para um dia inteiro):
0,75l de aguardente anisada
6 limões (ajuda ter no quintal um limoeiro ultra-generoso e ter-se acabado o gin)
gelo moído q.b. (por moído entenda-se martelado sobre o balcão da cozinha. claro que se tem uma maquineta para este trabalho mas esta actividade é sempre impressionante)

modo de preparação:
- martela-se o gelo e coloca-se no jarro.
- fuma-se um cigarro. citam-se dois autores do séc. XIX na língua original: dois alemães, dois franceses ou um francês e um alemão.
- adicionam-se os limões cortados às rodelas (se uma das pessoas fôr alguém que se quer levar para a cama dever-se-á proceder à retirada das sementes das rodelas de limão)
- adiciona-se o conteúdo total da garrafa de aguardente até encher completamente. beberricar do jarro até caber tudo.
- elaborar trocadilhos vários sob o mote: "encher completamente" ou "caber tudo"
- servir em copos suficientemente lavados.

nunca, mas nunca mesma, utilizar a expressão "tiro e queda" devido à pressão subliminar exercida pela expressão antagónica "negar fogo".

artéria femural (dos toureiros)

estou a ver um video-clip dos bee-gees: staying alive.
há qualquer coisa nos irmãos gibb que me faz lembrar pedrito de portugal...
já sei o que é.

perdi um bocadinho a vontade de rir quando constatei que o meu actual penteado é parecido com... nevermind.

inner bliss

disse à minha mãe: "ontem almocei x".
no dia seguinte, a minha mãe:"a tua irmã fez o teu almoço. é x. depois tens que lhe dar a tua opinião".
quando, finalmente, vi a minha irmã, pergunta-me ela:"então?".
"então o quê?".
"estava igual?"
"não. estava melhor."

x é um prato muito exótico de que a minha irmã nunca ouvira falar e de que conhecia 2/3 dos ingredientes.
x é uma letra do alfabeto a que se convencionou associar a utilização para indicação de incógnita ou de entidade que se não pretende designar ou identificar.
alfabeto é uma carreirinha muito certinha de letras, iniciada pelas letras alfa e beta.
alguns machos são alfa. alguns machos são analfabetos.

"nunca mordo às quintas-feiras..."

- tenho reparado em si. lê ou escreve enquanto come... você não é uma pessoa normal, pois não?
- eu sou um anormal em todos os sentidos.

a sonoridade de uma tautologia

WE/OUI

beatriz

quintas idem.

marasmo matutino

aposta de pescada:
vale 10 euros em como antes de o ser já o era?

2007/05/22

cinderella

kill road kill

que se mate o cão não me choca.
que se lhe retire parte das vísceras para arranjar espaço também não.
que se coloque o cadáver do recém-nascido nesse espaço agora libertado e se suture a pele da barriga do animal também não me impressiona sobremaneira.
que a carcaça e o seu conteúdo sejam depositados a, precisamente, 80cm da berma da estrada parece-me simplesmente fruto do trabalho de uma mente metódica e racional, com conhecimentos sobre o mundo rodoviário e a lógica dos semi-reboques...

o que me impressiona e transtorna é o facto de esta ser uma forma que alguém (eu) julgue eficaz para a eliminação do corpo de um bebé.

on the rocks

tenho os olhos, hepaticamente, raiados de noite.
tive a noite, lacrimosamente, pejada de estrelas.
a vida, fantasiosamente, preenchida.
as necessidades, subliminarmente, satisfeitas.

vou ali, já venho.

a calçada nem sempre regular
assevera-me, assegura-me a passagem
daquela que tarda em regressar.
o fio de luz solar que ainda resta
faz brilhar as pedras angulosas
destacando em cada uma uma aresta.
à esquina surge alguém de quando em quando
difuso pela sombra projectada,
e eu vou, como o dia, definhando.
em vista da figura conhecida,
que faz fácil e forte o respirar,
é sem custo que, enfim, regresso à vida.

o fado das guitarradas

nota mental:
devolver as fender, a gibson, a vester...
queimar a maison...
beber mais água e comer mais bolos com creme...

ritornello

(finalmente! tenho tanto para te dizer. gosto do teu cabelo assim) - olá.
- olá. então?
(continuas linda! tu nem imaginas a falta que me fazes...) - e tu? fizeste boa viagem?
- foi mais ou menos...
(deixa-me abraçar-te até ao último dia do mundo. quero sentir-te aqui) - eu levo o teu saco.
- estás à espera há muito tempo?
(espero-te todos os dias desde que te conheci, incluindo os momentos, todos os momentos, que passámos juntos.) - não, nem por isso.
- onde está o teu carro?
(quando tu não estás sinto que te amo. eis-te aqui agora e amor é o que eu sinto. vejo que tens os brincos que comprámos juntos e amo-te também por isso) - está já ali. sim, eu sei que tinha aqui lugar mais perto. não reparei.
- vejo que estás na mesma.
(como desde o primeiro dia, observo a forma fluída como caminhas. vejo formar-se no espaço entre as tuas sobrancelhas uma pequena ruga de reprovação relativamente às coisas pequenas e banais - neste caso, uma capa de revista cor-de-rosa, no quiosque. escrevi uma canção só para ti) - vais começar já a irritar-me? (espero que o grafitti com o teu nome não te choque muito. espero que consigas dormir sossegada...) - não, não estou zangado...
- mas pareces...
(claro que te comprei o arroz integral, o seitan, o tofú... felizmente acabei os bifes ontem, acompanhando-os com cerveja, enquanto via o futebol) - vais começar, é?

global warming

nome?
- dolores anunciación brosniak.
...
- mãe chilena, pai checheno.
chiça!

(qualquer dia coloco um extintor na boca, puxo a cavilha e espero pelo melhor...)

burladero

- gosto de ti: tens idade, peso e trapio.
- muito gostas tu de te armar em parvo com essas merdas da tauromaquia. não te apercebes que a imagem de marialva é inadequada a quem nunca foi a uma corrida sequer?
- deixa-me falar-te sobre esporas...
- estou a ver... "o prazer do selim e da mulher", não?
- sim, de preferência em simultâneo, num motel muito jeitoso que eu conheço aqui perto.

ó pá...

- quando me disseram que ele era casado, imaginei imediatamente a mulher dele como sendo muito alta e muito magra, com queimaduras nas pernas provocadas por tubos de escape de motas com dois cilindros em V, franja muito curta no cabelo preto e com uma visão muito peculiar acerca do "nú artístico" e dos "pezinhos de coentrada"...
- ó pá! era mesmo isso que eu estava a pensar... tiraste-me as palavras da boca.

hoje, again

... já falei dos tabefes da beatriz?

out of nowhere

a televisão fala-me das muitas mulheres que dão à luz a bordo de um puma da força aérea no trânsito entre duas ilhas dos açores. dizem-se coisas sobre o ruído ensurdecedor, sobre a apreensão dos momentos iniciais, sobre o carácter inesquecivel da experiência...
mas o que me atrai a atenção é um documento de registo de nascimento onde, no espaço destinado à indicação do local de nascimento, aparece a referência a um ponto geográfico, uma indicação de longitude e latitude.
achei bonito.
não me apetece dizer exactamente porquê.

clash of titans

- sabes aquela sensação de que só uma grande desgraça teria o poder de agitar a tua vida ao ponto de a libertar do torpor e do vazio?
- não, não sei.

void

lugovoy x litvinenko
coisas de espiões, de potências, de interesses geoestratégicos.

2007/05/21

bilros

companhia das índias acidentais

tenho, ultimamente, que forçar-me a pensar.
mas pensar é um prazer, sempre foi, por muito difícil que seja o processo ou difíceis as conclusões a que se chegue. é um prazer mesmo que se não chegue a uma conclusão.
tenho, ultimamente, que forçar-me ao prazer.

bad time test

é dada a hora...
o casal de manequins encontra-se já, e desde sempre, pronto a ser visto.
e o morno teste desenrola-se já ante os meus olhos, nada parecido com as tardes de aquém-tejo.
menos pele e, eventualmente, menos ardor núbil.
no entanto, há esvoaçar de cabelos de baunilha, ingerentes nos desempenhos em fio de rumo.

e não sei quê sobre mulheres e cerveja...

gostar de carros rápidos não é exactamente o mesmo que gostar de carros caros.


rasgar os rótulos da super-bock...
segurar o cabelo com os óculos de sol, quando ainda há sol...
perder mais de 15 minutos a tentar lembrar-me daquela marca de sandálias alemã, aquela muito conhecida, olha, a f. (que tens uns pés lindos) tem umas dessas, sim, azuis... concordo contigo, claro, ela tem muito mais que uns pés lindos...

tudo isto são indícios.

in-bé-thil

tu até me podes chamar imbecil, desde que seja com pronúncia espanhola. há qualquer coisa na tua língua entre os teus dentes que justifica tudo o que disseres.
a tua língua entre os meus dentes justifica tudo.

proteste

- nunca tive reclamações quanto à minha performance...
- estás a falar do teu desempenho?
- sim. do meu desempenho sexual.
-... sabes, as mulheres sabem que se devem queixar às autoridades competentes, não às incompetentes.
- mas alguém comentou alguma coisa?
- não diria tanto. nem tão pouco...

clockwork

à 3ª-feira, neste sítio, a beatriz (deve ter praí uns 4 anos) leva um tabefe, puco gentilmente administrado pela senhora sua mãe.
isto é um facto.

2007/05/02

fio frio

as demoras não são horas, são dias.
e eram cheias as horas em que me vias.
as ideias, as veias.

o ferro já não em brasa é o que mais queima.

2007/04/27

lifted

claridade

o que aconteceria se alguém que passou a sua vida a alimentar os seus demónios deixasse simplesmente, num acto mais temerário do que outra coisa, de o fazer?
e se esses mesmos demónios, em vez de não se voltarem para a mão que já os não alimenta, de modo igualmente simples, morressem à míngua, não exalando mais do que um ligeiríssimo ronco, quase imperceptível?

e se, como alguns sábios afirmam, o vazamento dos olhos fosse um pré-requisito para a visão pura?

e se se pudesse sentir orgulho dos actos (conscientemente) mais estúpidos de toda uma existência?

parábola do oásis:
certo homem ocupava os seus dias prescutando o horizonte, tentando resisitir ao apelo do deserto... melhor:

parábola da ilha:
certo homem ocupava os seus dias prescutando o horizonte, tentando resisitir ao apelo do mar. julgava-se incapaz de, por simples determinação da sua vontade, empreender a grande travessia, abalançar-se ao grande salto. procurava, em vão, uma qualquer vela, qualquer coluna de fumo, qualquer ponto ínfimo que lhe sugerisse a possibilidade de uma qualquer possibilidade...
por várias vezes, como num exercício de suicídio na tentativa, se viu forçado a regressar ao ponto de partida (muitos anos mais tarde recordará esta expressão - ponto de partida - com um quase imperceptível sorriso).
naquele dia, na hora em que o seu desespero se aproximava do zénite, a sua atenção ficou presa àquele espectro indistinto que se fundia nas ondas de calor reflectidas pela areia dunar. enquanto se afastava da sombra da tamareira a sua certeza de que alguém, talvez beduíno, se aproximava do sítio onde se encontrava aumentava proporcionalmente à sua incredulidade. abeirou-se do poço (único ponto de água num redor de centenas de milhas náuticas) e passou as mãos molhadas pelo rosto sem deixar de acompanhar com o olhar o balanço ritmado do dromedário engalanado que transportava a sereia que já o saudava agora com um aceno amistoso.
quase uma hora depois, uma hora de transe asfixiante, a sereia encontra-se em frente ao homem e falou-lhe:
- isto é aqui - começou - e o agora é sempre num aqui. - os seus dois dentes de ouro faiscavam ao sol acentuando a serenidade do sorriso e a força das palavras. - cheers.
sem qualquer indicação perceptível por parte da sereia, o dromedário tomou o caminho inverso e desapareceu quase logo após a linha de rebentação.
o homem agradeceu-lhe e nunca mais olhou para o mar da mesma forma, não mais desejou que uma vela ou vapor se revelasse na interminavel linha de dunas...

2007/04/26

quotidiano

agora que aprendi que pacal era um grande rei maia, vou rever algumas coisas que eu fiz há 20 anos...

adverte-se que o visionamento de documentários da rtp2 pela noite dentro não deve ser usado para substituição de vida social. se subsistirem os sintomas deve consultar apoio especializado.

insert me

lisboa oriental

dizia o visigodo visionário:
- vejo aqui um oceanário.

política, not lapsus linguae...

ele para mim:
- desde que haja respeito pelas ideologias, consigo ter algumas afinidades com todos os quadrantes. vê lá que eu, sendo de direita numa postura de centro, entendi-me, uma vez, muito bem com uma rapariga analquista...

o melhor post do mundo!

dizia a curda, absorta:
- esta açorda é absurda!

this one goes out to the one i love...

"a culpa pode levar um homem a agir contra os seus melhores interesses, mas o desejo também é capaz de produzir o mesmo efeito, e quando a culpa e o desejo resolvem misturar-se em partes iguais no coração de um homem, é quase sempre fatal que esse homem faça estranhas coisas." paul auster, "o livro das ilusões"

r.e.m. significa rapid eye movement. partindo do pressuposto de que o amor nasce nos olhos, como afirmava sto. agostinho, quanto mais movimento, mais amor...

2007/04/19

break of day

fui a'o mal está feito", via "ironia do destino".
foi muito bom.

2007/04/17

the bitter/better end

retalhos da vida de um protozoário

uma vez fui inquirido por uma jovem, corria o ano de 1994:
- acha positivo que o departamento de não sei quê da universidade autónoma tenha criado um sítio na internet?
R: não, não acho.
- não?
R: não. quem quiser mesmo informar-se deslocar-se-á às instalações. esta é a minha opinião. não concorda?
- não é isso... é que, até agora, foi a única pessoa que respondeu "não".
R: mas ouça... eu SEI o que é a internet.
(nunca esquecerei a sua expressão facial)

leitores mais incautos poderão ver nestas palavras a marca de um qualquer traço de génio ou, pelo menos, suspeitar que aqui exista um eventual conhecimento profético ou premonitório. nada mais falso. este é um exemplo de pura e cristalina estupidez.

proto + zoa são termos gregos.

conheci mulheres que, não sendo felizes no casamento*, barbeavam à navalha, aos sábados à tarde, os seus maridos. também lhes enrolavam cigarros e tal...
* - por isto entende-se qualquer coisa como, para descrever a actividade sexual do casal; o uso da expressão: ele serve-se...

mind your own business

referências culturais do séc.XX? não faço a mínima ideia...

hoje

as vozes inaudíveis daqueles que não podem (ou pensam que não podem) aceder ao prazer quotidiano de conduzir um audi (A6, por exemplo)

mattel

- eu, em 2005, paguei dez mil e tal euros de irs...
- sabe, sempre associei a posse de bens materiais à falta de virtude.
- meu querido ingénuo, a virtude está a-bso-lu-ta-men-te demodé...
- tem razão. é por essa ordem de razões que me vai oferecer uma aguardente velha...
- se isso lhe dá prazer...
- o que me daria prazer seria a confirmação da minha suspeita de que guarda o seu dinheiro no decote.
...
nos instantes seguintes pensei na possibilidade de lançamento da "Barbie Prostituta (marca registada)" ainda antes do natal...

esto es una postage

um blogue dificilmente substituirá, de modo suficientemente gratificante, uma espanhola.

sinto tanto a falta de qualquer coisa...

sempre me impressionou o facto das mulheres, no decurso da segunda guerra mundial e na falta de seda totalmente absorvida pelo fabrico de pára-quedas, pintarem nas pernas uma simulação da costura longitudinal dos collants.
só que nunca soube por que me impressiona tanto este facto.

2 em 1

"chernobyl: aquela bomba na rússia"
face a hiroshima e às consequências nos sobreviventes e seus descendentes: "então, seu eu perder um braço os meus filhos irão nascer sem braços?"

sensações avulso, ou "i'm just bored"

- ondas de calor após passagem de f-14 (tomcat)
- azul-turqueza, zambujeira-do-mar
- neve e madalena; subida e descida
- "ondas de paixão"
- cocteau twins, coliseu dos recreios
- bissya-barreto - parte I; parte II
- loyko, summer politiks season
- absinto, downfall spiral
- bloody mortal coil
- as ondas (também virgínia woolf)
- renault 8
- stº amaro
- rio de janeiro em agosto
- "one of us cannot be wrong"
- bach
- novocaína (plus fear of needles)
- mini-pós-laboral
- espelhos (reflecting mirrors)
- salaminho e mortadelo
- brasilian boner
- "condenmation" (piú tutti altre)
- jaimemorto
- "a viagem ", sophia
- ferry-boats em geral
- nyman - os livros de próspero
- o sangue e o júlio (ou o estoicismo)
- anónima recente em veludo castanho
- a bota de stº antónio
- clippers on the back of the head

"the pros and cons of hospital urgency rooms" ou "raio-X, outra vez"

- então, matilde, o que se passa?
- estou com vergonha...
- de quê?
- daquele menino.
- por quê?
- porque ele é bonito.
(a mãe da matilde é igualmente bonita)

2007/04/13

ooooeeeeellloooooojjjj

faz hoje três anos!

grandes esperanças...

não são aconselháveis a pessoas medíocres.

...this is the truth

breath

2007/04/12

comigo, ego sum

tenho colado à pele da identidade um brilho baço de minis e scrápia.

inter

Richard Rorty in his conception of the aesthetic thinking speaks of two seemingly different figures: "the ironist" (or "curious intellectual") who desires "to embrace more and more possibilities" for self-enlargement and self-enrichment and whose life is "the life that seeks to extend its own bound rather than to find its center"; "the strong poet" who desires in the first place to create himself as a distinctive individual.

fuck metaphors

Homer's Odyssey takes place in the sphere "inter": between Troy and Ithaca (metaphor of place), between the end of the war and reaching the homeland (metaphor of time), between the passion to travel and the desire to dwell (metaphor of conflict).

not belgium beer

o primado da linha curva

ele esperava-a há mais de uma hora.
sentia-se ligeiramente impaciente e antecipava o futuro próximo de ambos com o olhar distraído pelo operário que, numa plataforma suspensa por cabos-de-aço, limpava a inscrição dourada "domus iustitiae".
finalmente ela saiu do edifício austero e frio.
ele sentiu o coração bater mais depressa enquanto observava, à distância, a forma elegante como ela descia a escadaria num vestido azul-cobalto que ele sempre tinha achado que lhe ficava bem. era, aliás, o vestido dela que ele sempre mais apreciara, por isso muito adequado a aquele dia especial.
já no passeio, ela prepara-se para chamar um taxi, não sem antes, num acto ritual, confirmar a precisão do seu cronógrafo com o relógio da catedral.
nesse momento, também ritualmente, ele toca levemente a sobrancelha esquerda, roda quase imperceptivelmente o regulador da mira telescópica e, no momento seguinte, prime o gatilho.

ocasionais ocasos

lembras-te quando ela te ofereceu uma t-shirt com um mapa do sítio onde tinha estado a passar férias e ta ofereceu na esplanada quando estivemos juntos no final do verão?
lembras-te quando ela começou a apontar no mapa os locais onde tinha estado enquanto seguravas a t-shirt sobre o peito e dizia "estive aqui" e eu, com uma concordância inusitada, pensava "eu também"?
- estive aqui... (eu também)
- estive aqui... (eu também)
- depois estive aqui... (eu também)
- passei por aqui... (eu também)
...


lembras-te do que dissemos dos cachimbos de água?
...

lembras-te das lágrimas?
...

lembras-te de dizermos que a vida é uma grilheta cheia de possibilidades?
...


tens a certeza que mereces estar na minha memória?

tempus fugit

o sangue na guelra é indicador de frescura nos carapaus.

ostracismo

contextualização: stuart-mill; utilitarismo;quantidade e qualidade dos prazeres; problema: opção entre a vida de haydn (maior intensidade e menor duração) e a vida, indefinidamente prolongada, de uma ostra (menor intensidade e maior duração)
...
no decurso da compreensão do problema ouvi, em surdina, uma rapariga para outra:
- pois, a ostra só é comida uma única vez... 'tadinha.

violhent femme: ouzadia

2007/04/05

2007/04/03

natação

a minha filha...
não sei que estilo é aquele.
não é bem crawl..
é estilo livre.
muito livre.

2007/03/30

lupa

bater no fundo
espancar no fundão
bater no fundo
espancar no fundão

bater no fundo
espancar no fundão
bater no fundo
espancar no fundão
bater no fundo
espancar no fundão
bater no fundo
espancar no fundão
bater no fundo
espancar no fundão
bater no fundo
espancar no fundão


the wonder never stops

intermedium

quíron era meio homem e meio cavalo e vivia nas colinas da trácia. era conhecido por sua sabedoria, por entender a natureza e os homens. quíron era também respeitado por reis que lhe traziam presentes para que ele educasse seus filhos a fim de torná-los cultos e bons. os deuses reconheceram a sua sabedoria dando-lhe a imortalidade. mas, apesar de ser reconhecido e respeitado, quíron era triste porque era diferente.

mirrar é humano

esta resina ajudar a um manter um estado do alinhamento (?)
também conecta o espírito da juventude (?)
para espiritualidade, magia , meditação, paz, proteção, purificação (?)

rei que já vi que...









e ele disse-me: pois, fui para a afonso de albuquerque e fomos lá e aquilo parecia um concerto rock, e as gajas pareciam groupies e eu passei os dias todos lá no apartamento - enquanto ele falava apercebi-me da tatuagem dele que era igualzinha ao desenho que estaria numa t-shirt que eu teria anos mais tarde - e elas telefonavam às amigas a dizer: olha, tenho um marinheiro português aqui em casa e tal - provavelmente também manteríamos contacto ainda hoje, com festas de batizados e saídas de cerveja e snooker. teria sido bom (mas não melhor que...) todos contigo -... mas na escócia também foi altamente... - faltam-me peças. falta-me vida hoje - ... muito loiras, com sardas...

2007/03/26

tutú batôn

ai tão bom...
ai tão bom...
ai tão bom...
ai tão bom...
ai tão bom...
ai tão bom!
ai tão bom...
ai tão bom.
ai tão bom.
ai tão bom!
ai tão bom...
...
...

ai tão bom...
ai tão bom!
ai tão bom...
ai tão bom.
ai tão bom!
ai tão bom!
...


...

projecto inovador

foi esta frase que me atraiu a atenção: "aulas são dadas em ambiente virtual".
o processo implica a criação de avatares, objectos e conteúdos para a plataforma "second life"...
second life...
"exactly what i had in mind" como respondeu jim morrisson à proposta de formar uma banda de rock'roll.

era uma vez um rinoceronte voador que bateu com o corno
contra um alto- forno.
escreveu um ensaio, obra intitulada:
"as forças de bloqueio e a indústria pesada",
texto inspirador da dramaturgia
referente ao tema da metalurgia/siderurgia - (riscar o que não interessa).


acção de graças, ou edgar allan poe

nunca consegui libertar-me da associação automática entre a palavra "maelstrom" e a expressão "olho-do-cú".

aproveito para referir que, durante muitos anos, eu pronunciava este nome em francês. pensava que o autor fosse francês...
ficarei eternamente agradecido (também por isto) a antónio f. pelo esclarecimento e pela gargalhada que o precedeu.


comer carraças e pulgas é uma acção de garças. de um tipo de garças, pelo menos, que mantêm toda a sua elegância apesar disso.

2007/03/25

2007/03/23

in Uendo














- are you shure, honey? is it really impossible for us to go to all-garve?
- i've told you before it is for the best. it is really a bad ideia to choose poor-tugal as a hollyday destination. Totally!

not me (mild at heart)

tin, tin, tin, tin, tin...

not all was said about recreational vehicules.

2007/03/22

papoilas

é porque tenho pupilas gustativas que faço questão de te dizer:
- gostei de te ver.

sonado gin-tónico

a retina não gosta de rotina.
é de pequeno que se toma o veneno.
a minha mana não trabalha numa mina.
e pequim está longe de ser pequeno.

é coisa de homem comer brincos de princesa.
um congressista pode ser incongruente.
se é bem certo que eu vivo na incerteza,
o "diz que disse" faz de mim um dissidente.

aglutinando o gelado e a gelatina
com todo o sal que comem os comensais.
o desencanto faz-me cantar na cantina.

é uma forma de animar os animais
como a menina do rapaz e da rapina
e a anedota na chacota dos chacais.

andar aos papéis

tem havido uma tendência comum a uma linha mais tardia presente nestas folhas: a preponderância da palavra em desfavor do traço. é pequena a angústia provocada por esta situação. Afinal de contas, duvido muito do meu domínio do traço. haverá a vantagem residual da palavra existir enquanto traço com cunho, marca e influência pessoal. a palavra "palavra" existe em representação quase palpável. há um papel - um suporte material - para esta palavra. há a possibilidade de um espólio.

veeda real

olá, doutor! por cá de novo? fica-lhe bem esse rabo-de-cavalo. está mais magro, não está? (a resposta seria não) fica melhor assim.

tangente

a descontinuidade do tempo real:
estar-se, congregando a informação de vários diálogos paralelos e concorrentes. interpretar os temas lançados despreocupadamente como percutores de uma ideia prévia (de conteúdo mais ou menos amplo) engatilhada desde o início dos tempos.
tudo, toda a presença ou presentificação em discurso, não passa de um pretexto.
entendo-me com as pessoas porque acrescento filigranas.

sign'o the times

a implosão como espectáculo.

fim-de-estação

"o medo herda-se". josé gil

elegantly pregnant

(o enquadramento de um perfil - ver bibliografia)

2007/03/20

"alves redol" ou "coisas que me passam pela cabeça sem razão aparente e sem cabeça aparente"

gerûndio rima com latifûndio.

píncaros rasteirinhos

passei uns minutos a deambular pela blogosfera.
dizia-me o rui, há uns dois anos, que qualquer palhaço tinha que ter um blog (estranhamente eloquentes, estas palavras, a julgar pelos acontecimentos).
não conheço essa tal blogosfera. de vez em quando vou a uns blogs (meia dúzia, no máximo) e gosto de ir.
recuso-me a ser bloguista. o facto de ter um blog em nada impede a minha pretensão. isto (os sucarapilamados) não é um blog, é uma coisa.
o termo coisa é um adjectivo fantástico. (ela agora anda com aquele gajo? nunca pensei... ele é assim um bocado coiso, não é?); (vi a tua prima... achei-a meio coisa)...

tenho um saco de plástico do intermarché no meu espaço multiusos (oficina/arrecadação/depositório de pornografia/estúdio de gravação/parque de bicicletas/simulador de actividades úteis) que tem uma grande analogia com esta coisa que são os carapausalimados. lá dentro podem ser encontrados os seguintes objectos: clips, textos meus, textos de outros (geralmente escritos em estrangeiro), busca-pólos, microfones, cotão multicolor (juro que é sempre multicolor), restos de fichas eléctricas e de tomadas, casca de maçã, elásticos, pedaços de fio-de-cobre, fósforos ou pedaços de fósforos, isqueiros sem gás, sacos de batatas-fritas (quase vazios), caricas, rótulos de garrafas de cerveja muito enrolados de modo a ficarem tal e qual as rifas da quermesse, parafusos, recibos, trapos, preservativos, linhas multicolores (eventual relação com o cotão), tralhas que vêm dentro dos pacotes de batatas-fritas e pincéis inutilizados pela secura da tinta.
é pre-ci-sa-men-te isso que eu faço aqui.

tal como no meu espaço multi-usos, divirto-me muito a fazer figuras ridículas. também vou para lá curtir as neuras.

2007/03/15

dardo atordoante

do que o joão tem andado a fazer nestes anos dá a pública de 11 de março notícia.
da minha inveja só falo com o meu urologista.

splinter

diz-me um especialista em urologia e andrologia:
- são os homens com o pénis normal que mais recorrem aos meus serviços.
- estes homens são geralmente convencidos pelas mulheres, chegando estas a marcar-lhes as consultas...
- é na comunidade homossexual que o tamanho peniano é mais valorizado.
- ...
- acabe lá com esse assobiozinho idiota e páre de fingir que está distraído a olhar para a rua.

o sumo de um dia

após uma cuidada reflexão a 4 mãos (e a prova de que foi cuidada é simples. basta referir que eu fui ao âmago da questão (e da indignação, já agora) na seguinte intervenção: "o que é que eu tenho em comum com uma miúda de 16 anos à excepção da depilação na linha do bikini?"), concluiu-se o seguinte:
o meu aspecto, ontem, era um misto de britney spears no clip "oops, i did it again" e de antónio banderas em "desperado"(nas cenas após o tiroteio).

vivo bem com isso.

joy ride

kapitan romanz

amorfinadamente

2007/03/13

sure, i'll duel you... 'til dead, of course.

nothing behind

family ties

- pensei que o teu blog fosse mais decadente.
- mais decente, disseste?
- também...

its all about details...

(no domingo passado) um dia destes vi uma mulher lindíssima...
um amigo que se encontrava na minha presença tentou enquadrar essa visão mais cabal e rigorosamente:
"a loura, lá dentro, era melhor".
nunca o fiz perceber (acho que nunca tentei) que a questão não é o ser "boa"...

recapitulemos (ou, rendamo-nos outra vez):
"no domingo passado vi uma mulher lindíssima"
esta frase abarca detalhes, pormenores, atitudes, matizes, estruturas, odores, ângulos, ritmos, pausas, (acho que me apetece escrever míriade) enfim, uma míriade de determinações que tornam a frase no oposto de qualquer apreciação banal ou banalizável...
(a loura foi liminarmente relegada para plano secundário pelo raciocínio simples: falta de critério no uso de eye-liner)
aquela alça de soutien podia ser usada assim naquela pele, numa pessoa com aquela segurança na forma de andar e de não olhar olhando, com aquele veludo, combinado com tacões assim...
se isto se tivesse passado há alguns anos, eu teria tido o cuidado de usar o adjectivo "belíssima"... (o que é estranho, dado que é lícito pensar-se que há mais vigor na juventude). mas, à medida que uma espécie meio espúria de "crise-de-meia-idade" se aproxima, tenho tido tendência a achar tudo mais profanável.

tilt, tilt, tilt, tilt, tilt, tilt!!!

a questão do grau:
sinto o mesmo que sinto há anos por não ter dirigido a palavra a michelle pfeiffer quando tive a oportunidade.
não sei que nome terá isto que sinto.
apenas sei que devia ter-lhe dito alguma coisa.

me see ya

e deus disse:
- faça-se a luz e as trevas, o dia e a noite, a dor e o prazer, a tristeza e a alegria.
faça-se o cubículo e o espaço aberto e chame-se sempre a este último "open-space". faça-se o analógico e o digital, o cd e o mini-disk, o vhs e o beta-max.
faça-se a alface e a alforreca, o yoga e o colesterol.
e deus comtenplou a sua obra e gostou da sua obra. na falta de juízo crítico nessa contemplação, deus entreteve-se a criar mais coisas avulso que não nomeou, permanecendo essas coisas inomináveis para sempre, à excepção do termo/conceito "escadote".
e deus, continuando a falar sozinho e em voz alta, disse:
- que se invente um critério que será designado por "mais-valia".
e deus viu a sua criação e gostou mais ou menos do que viu (alguns itens fizeram-lhe uma certa impressão. induziram-lhe até, em alguns casos, um estado de ligeira náusea) e, dado que era findo o seu período de descanso, calou-se para sempre.

às vezes geme. outras vezes arrota.
e isso nota-se.

2007/03/09

the shinning

via verde

breve análise de acto falhado

o facto, o comportamento oservado, consistiu em:
- quero uma rata de lead-bull.

(a análise, por breve que seja, implica tempo e concentração que eu, neste momento, não consigo.
mas as linhas de orientação serão várias:
linha 1 - a eventual substituição da figura bíblica do bezerro de ouro pela figura do boi de chumbo (que, apesar de manter a mesma força enquanto símbolo ritual, sofre degradação face ao ícone anterior).
linha 2 - numa reconversão para uma fórmula mais próxima da força imagética da marca (comercial) do touro-vermelho, poder-se-ia proceder à seguinte formulação: beaver+lead+bull (obviamente que o termo "rata" foi substituído pelo seu análogo em inglês da américa: "beaver")
linha 3 - eventual trauma provocado pelo mito urbano "jovem (nunca é um velho ou um adulto) encontra rato em garrafa de ucal durante a ingestão da referida bebida" largamente difundido nos anos oitenta (fase de passagem da socialização primária para a socialização secundária no indivíduo, neste caso, acto-falhante), processado a nivel inconsciente.
linha 4 - interacção com e manutenção de presença de exemplar do género feminino (identificado como pertencendo, segundo vários critérios, a classificações de "excelência") a curta distância.
linha 5 (acessória e dispensável) - relacionamento do fenómeno com as leis de murphy.
(como prolegómeno a esta linha de orientação inscreve-se uma ida à prisão para visitar murphy)

the stud, the glad and the buddy

2007/03/08

eraser-plot

Is it a nightmare or an actual view of a post-apocalyptic world? Set in an industrial town in which giant machines are constantly working, spewing smoke, and making noise that is inescapable, Henry Spencer lives in a building that, like all the others, appears to be abandoned. The lights flicker on and off, he has bowls of water in his dresser drawers, and for his only diversion he watches and listens to the Lady in the Radiator sing about finding happiness in heaven. Henry has a girlfriend, Mary X, who has frequent spastic fits. Mary gives birth to Henry's child, a frightening looking mutant, which leads to the injection of all sorts of sexual imagery into the depressive and chaotic mix.

not ellastica