2011/10/13

black and white divas

vi estes dois clips hoje pela primeira vez. ambos são a preto e branco. às vezes, quando rego o relvado, escrevo coisas no ar com o fluxo contínuo de água que sai, sob pressão, da mangueira. também escrevo caracteres gregos avulso, faço a minha assinatura, figuras geométricas. escrevo frases inteiras. a minha pouca memória para as minhas coisas associada à efemeridade do suporte gráfico permite-me ousar dizer que algumas frases são versos. a música e a efemeridade (das vidas ou das relações, passo a redundância) não me são completamente desconhecidas. neste verão fora de época, posso dizer que a minha "poesia" é bem recebida. o valor das coisas raras.

1 comentário:

Helga Serra disse...

Gosto da maneira como caracterizas as coisas mais simples do dia a dia, como é o jogar com a água com que se rega...
Conheço poucas pessoas que o façam...
e uma vez mais te digo que o teu pensamento relaciona as coisas a mais de mil à hora...
bjs