2007/10/16

ar iu tóking to mia?

agora escrevo em toalhetes para limpar as mãos, em papel reciclado.

i'm moving to beiruth

o antónio deu-me uma das melhores notícias dos últimos tempos, a saber, a de que isto existe.

2007/09/26

lamechice

vi qualquer coisa sobre isto na comunicação social e decidi espreitar...
a menina chama-se ana free e é portuguesa.

não me importaria mesmo nada que um dia a minha filha fizesse uma coisa parecida, um dia.
ou que não se metesse na droga.
ou que fosse feliz e isso...

flakathak

intermezzo

cool...
está a malta aqui sozinha a curtir uma de não curtir nada e o pessoal muda-se praqui numa de reunião e tal..
"expressividade"... "correcção fonética"... tudo muito lindo!
aproveito para escrever isto, que não é nada, mas sempre dá para parecer ocupado.
ou não, não sei.

acho que vou ver umas gajas só para chatear.

2007/09/20

path(os)

flexus

a rapariga bonita sentada no exterior olha-me fixamente, aparentemente alheada da actividade da esplanada. tem os olhos castanhos, lindíssimos.
continua a olhar-me com (riscar interesse) intensidade enquanto ajeita o cabelo distraidamente.
apercebo-me a tempo que apenas aprecia o seu belo rosto reflectido no vidro que nos separa...

não foi tudo mau. aprendi o que se pode sentir quando se trabalha num banco.

experiência

o dia começara a ameaçar chuva mas decidi ir.
a ameaça cumpriu-se e fiquei a abrir a segunda cerveja enquanto assistia à debandada.
o pequeno havia adormecido ali na areia da praia. cobri-o com tudo o que tinha disponível e esperei.

(a belga a quem eu tinha pedido le stylo para escrever estas linhas:
- est'ce que tu reste ici, a la plage, avec ton enfant?
- il dort...
elas sorriram, entreolharam-se e ficaram também)

esperei, calmamente, o regresso do sol com uma fé absurda, gradualmente menos absurda quando, contrariamente ao que seria de prever, se verificava uma cada vez mais provável possibilidade de clarear.
bebi a cerveja sentindo nos pés o fim da força de ondas grandes e desordenadas, portadoras de uma espuma pastosa e vingativa. sentia no corpo todo, no peito nú, a obliquidade de uma muito chuva.

o ciclo fechou-se.
o sol reapareceu para, poucos minutos depois, desaparecer no horizonte.
ele acordou. eu, recém-regressado ao mundo real, acabei a cerveja.
- dormi um sonho fixe, pai.
- eu também, puto.

subjugadamente convicto

quero dizer-te o calor
quero mentir-te o amor
quero olhar-te no escuro
convictamente inseguro

eu dir-te-ia humidade
mentir-te-ia a verdade
em ti tudo é um começo
em ti tudo é um regresso

zénitol

ausentemente presente
na penunbra do arvoredo
e nas curvas do granito em oscilação pendular.

és tu a fuga dos dias
o cúmulo da claridade,
transportada em padiola ou andor de evocação

sobre-sombra de agulhas
num ventre cordilhado de indigências monolíticas
que faz cristalizar o restolho das memórias.

boa constrictor

fascinante a forma como desenhas os éles no discurso e calculas as pausas...
a forma como te sentas, o vestido laranja e as coxas de patinadora.
essas inacreditáveis sandálias.

CSI manteigas

a igreja católica apostólica romana nasceu de uma cólica romana.
assim seja, está apostado.

i'd rather fuck you

sentei-me no sofá da confidência
para tantas outras coisas motivado
que só senti dormência
só enfado

o MELÂO

fim do jogo, saída do estádio. milhares de pessoas muito juntinhas muito juntinhas a dar passinhos pequeninos pequeninos (a isto costuma-se chamar "escoamento")...
eu eu ali aos berros para o meu tio que também dava passinhos pequeninos pequeninos juntinho a outras pessoas:
- ó pá, passa aí o taparuére do melão, que me está a dar uma fome do pior...!!

o CARTAZ

o melhor cartaz que eu poderia ter levado para um estádio, com direito a televisionamento:
"compre melões no justino"


série PP22 - II (criada no estádio da luz, no jogo portugal polónia)

faz de conta que a polónia é no tirol

smo,
laré,
laré,
ki, ku,
laré, ki, ku,
laré, ki, ku.

série PP22 - I (criada no estádio da luz, no jogo portugal polónia)

calçado

soca moms are cool.

void

olha a camisinha aos quadrados a condizer com as calcinhas de sarja, tudo em tons terra, e o telemóvel, a carteira, os óculos de sol e o ar de quem lê a bola...

olha a camisinha aos quadrados a condizer com as calcinhas de sarja, tudo em tons de azul, e o telemóvel, a carteira, os óculos de sol e o ar de quem lê o record...

olha eu a olhar...