2020/04/12

lavoro ou há gralhas que vêm por bem...

estou, travail m'oblige, a ler histórias de vida...
a certa altura leio "... andei na escola em xxxxxx até ao quinto ano, depois vim para Tomar fazer o sexo."

quem sou eu para julgar?
ou
quem nunca?...

omaha (ou X Day)

fazem-se planos, definem-se estratégias, concentram-se os meios para, um dia, desembarcar, com todas as minhas forças, na tua praia.

2020/04/10

zizek

fiz uma pausa nas leituras de trabalho e fui investigar sobre o senhor. 
coloco aqui um excerto da wiki... achei muito sábia a última frase (e o resto): 

Segundo Žižek, o "Real" é um termo que corresponde a um conceito bastante enigmático, e não deve ser equiparado com a realidade, uma vez que a nossa realidade está construída simbolicamente; o real, pelo contrário, é um núcleo duro, algo traumático que não pode ser simbolizado (isto é, expressado com palavras). O real não tem existência positiva; só existe como abstracto. Porém, não consiste em algo externo à realidade: é o próprio núcleo da realidade que nossa capacidade de simbolização não consegue alcançar. É o que irrompe por entre as brechas da malha simbólica.

Para Žižek, a realidade tem a estrutura de uma ficção. Ou seja, sendo construída a partir da simbolização limitada de um determinado ponto do Real, acaba sendo apenas uma espécie de interpretação da "coisa em si". Sendo assim, o real irrompe em situações as quais tradicionalmente consideramos serem fictícias, como em sonhos e na realidade virtual. No primeiro caso, o sonho permite que entremos em contacto com o que há de mais próximo do Real individualmente. No segundo caso, a realidade virtual nos permite que nos manifestemos sem a pressão exercida pelas regras do Simbólico, de modo que um homem tímido pode ser, em um jogo virtual, uma mulher atraente e sedutora.

2020/04/08

santidade



santa teresa de ávila, tamara de lempicka

is it the end of an era?

2020/04/07

apelo

sempre soube que o amor não era cego.
já defendi que o amor era estrábico (apesar de haver uma leitura meio manhosa para a expressão :) ).
mas sei, de facto, que o amor é selectivamente anosmático.
não completamente.
a pele...

a pele.

printempo




para uma composição da memória construída sobre uma primavera diferente de todas as outras, ainda que todas as primaveras sejam únicas. ou preâmbulo para um romance imaginado: "amor em tempo de vírus"

not snow


2020/04/06

recuperação

adoro vir-me a ver-te a vires-te

2020/04/01

é doença

uma mecinha engraçada, que eu conheço, postou uma história que continha uma fotografia em que ela tinha gatos no colo, enquanto sentada no sofá...
até aqui, tudo bem... o isolamento e tal... muito lindo, até.

o mais coiso foi o comentário, a saber, "sinto-me uma encantadora de gatas. não me posso sentar..."

a minha cabeça (o isolamento... muito lindo), automaticamente retirou a palavra "uma" e a foto.
correu bem.
correu muito bem, até.

2020/03/24

poliberta

j - ó pai, eles estão a dar um beijo ao contrário...
eu - não há forma "oficial" de beijar, puto... se houver vontade, tudo vale*.

* dito com sotaque espanhol, ou algo assim...

2020/03/17

minanuxile


parece que, aqui, noutros tempos, o carvão extraído era transportado em pequenos vagões, puxados por póneis, pelas galerias...
a parte que me fez pausar foi a informação de que, cerca de três meses após a chegada à mina, estes póneis eram sacrificados.
ficavam cegos.

o ser humano é muito estranho, bem como a vida dos seres vivos que o rodeiam, às vezes.

2020/03/08

prophecy

- tu, na dúvida, proferes frases lapidares...
- eu não prefiro frases lapidares.
- proferes, mesmo sem as preferir.

2020/03/07

2020/03/06

á o sumério, pé!!

"entrega e correção* dos vergonhosos testes de avaliação".

* em coisas sérias e oficiais sou forçado a usar a merda da nova ortografia.

2020/03/03

cenas avulso com gajas pitas em salas de aula

- ... é que estou a pensar por piercings nos mamilos. acha mal?
- na minha humilde opinião, se há parte do corpo que dispensa adornos extra, os mamilos seriam das minhas primeiras indicações. logo, acho dispensável.
- pensei que dissesse outra coisa...
- posso dizer outra coisa... posso deixar-te um verso de um poema de que gosto muito: young girls of love will someday hate their mirrors...*
- o que é que a poesia tem a ver com piercings?
- tudo, minha querida... o poema chama-se "nós derrotaremos a morte"... ou, se calhar, só tem a ver com mamilos, que sei eu?

* "we will defeat death", charles bukowsky

cenas avulso com gajas cotas em salas de professores

x - qualquer coisa inaudível... gosta de sexo?
eu - não sei se estou a perceber a pergunta... mas sim, gosto.
x - alguém andou aqui neste computador e só aparecem coisas parvas...  "gosta de sexo?"..."quer aumentar o pénis?"... o colega sabe tirar?
eu - o pénis?
x - não... estas coisas aqui do computador... não se ria, isto não tem piada...
eu - pois não... são problemas bem reais, esses... deixe estar isso assim, sempre anima...
x - esqueça.

2019/12/01