2009/01/09
we gotta love women... ou double barrel
"as mulheres gostam de sapatos... sim, gostam. como gostam dos homens: aos pares."
uma das vozes mais sexy deste país...
indignação
agora quero ver quem é que me paga os prejuízos!"
CCCVII
palavras.
palavras.
nos contrastes térmicos escondem-se cidades, rugas, cabelos e algas, ambiguidades a bel-prazer.
movimentos.
movimentos.
2009/01/07
magnetism
I don't want to get over you.
I guess I could take a sleeping pill and sleep at will and not have to go through what I go through. I guess I should take Prozac, right, and just smile all night at somebody new,
Somebody not too bright but sweet and kind who would try to get you off my mind. I could leave this agony behind which is just what I'd do if I wanted to, but I don't want to get over you
cause I don't want to get over love.
I could listen to my therapist, pretend you don't exist and not have to dream of what I dream of; I could listen to all my friends and go out again and pretend it's enough,
or I could make a career of being blue.
I could dress in black and read Camus, smoke clove cigarettes and drink vermouth like I was 17 that would be a scream but I don't want to get over you.
grateful link
[amor]
um dia destes não pode falhar:
acabarás velho de tanto porno grafar
argumentando para amores a cores e flores de plástico
regando os cactos a injecções de novela domingueira
reinventando o final feliz orgástico
a jacto, detrás de outra sorte, a mesma morte
é um facto, ocultável como essa mão lampeira ou a subversão caseira
irás beijar na corda bamba até que a corda te corte
(excerto) ver, com tanto de urgência como de respeito, o link "paixão"
2009/01/06
not me
não é grave ou importante.
muitos dos relatos estão inquinados por um marialvismo (como quase sempre) pouco genuíno.
o que me deixou triste foi a visão desolada da parede. a simples, banal, fria parede, de que se não tem noção da textura ou da cor....
felizmente pude projectar uns olhos de cor indefinida na minha imaginação.
olhos sorridentes, a olhar para mim.
jactância
ok... cá vai disto... (não faço a mínima ideia do que vai sair daqui... tu já me viste trabalhar)
noir diz:
verificou: tudo estava como sempre. tudo estava bem. não era importante se estava na moda, se tinha estilo, se era por opção ou necessidade. o facto era este: usava desde sempre (e a sua vida começou no dia em que chegou à cidade) as calças com bobras ao fundo das pernas...
noir diz:
eram dobras regulares e simétricas que, com o tempo e o uso, deixavam marcas nas pernas das calças. não era uma questão estética e ele não tinha, apesar de alguns dos poucos traseuntes àquela hora da noite o pensarem,
noir diz:
fugido da uma ala protegida de um hospital almofadado. eas dobras nas calças eram onde ele guardava os seus tesouros. coisas importantíssimas, desde sempre importantes. dinheiro para uma emergência, ganchos de cabelo (via nos filmes que se podiam fazer quase-milagres com ganchos de cabelo), elásticos, uma lâmina e, na última dobra, o seu bem mais precioso. precisamente aquele que acabara
noir diz:
de verificar...
noir diz:
a sua tia-avó dissera-lhe ainda na aldeia que o dinheiro devia estar sempre bem arrecadado porque "na cidade há mulheres sorridentes"... princípio semelhante levou-o a guardar aqueles volumezinhos na última dobra das calças: caganitas de fada. desde sempre (e sempre é desde que deixou a aldeia) lhe salvaram a vida e o protegeram dos males do mundo. mulheres sorridentes incluídas.
noir diz:
done
2009/01/05
empanadilha de atum
com o apagar das fogueiras começa a fervura do sangue. artérias palpitantes no novo toque de trombeta e nos pálidos reflexos nas armaduras dos cavalos.
"calma... será em frente que marcharemos..."
noutro dia chamaria a este post enrabadilha de atum
2009/01/02
ducu rucucu... paloma!
até tive uns motivos cool para fotografar, momentos para registar (para mais tarde recordar).
esqueço-me de coisas.
nem é tanto falta de memória, é mais uma consciência mais aguda de que a vida é mais forte do que o que dela queremos fazer.
...do que o que... lindo.

