2009/01/31
2009/01/28
átrio B
- o que estás a fazer?
- estou a tentar satisfazer os desejos da minha colega, professor.
- ora aí está um bom plano para uma tarde.
teachers (corrigido)
deu-me para isto...
ouvi, pela primeira vez, esta canção (e o álbum: the songs of leonard cohen) quando tinha 18 ou 19 anos... este disco colou-se a mim como uma película aderente ou uma sanguessuga (com impacto semelhante só talvez a bibliografia completa traduzida, ao tempo, em português, de sade (oui, le marquis) uns anos antes).
não sei se concomitantemente ou por mecanismo de causa-efeito, esta canção revela-se como autobiográfica.
podemos supor que nos, a cada um de nós, acompanham presenças ectoplasmático-religiosas... podemos chamar-lhe aura, se estivermos numa onda mais new-age ou isso... independentemente disto, podemos pensar que carregamos um lasto espiritual atrás (ou por cima, ao lado... whatever) de nós. estas canções fazem e farão parte do meu.
nota mental: inventariar mosaicos dessa espécie de alter-intra-ego pessoal. motivo: não há.
nota: na legendagem apresentada há um erro importante: onde se lê "carved" deve ler-se "starved"... como em "fasted"... jejum é também autobiográfico, mas com abordagem semântica mais ampla.
pode haver mais erros, mas não me apetece ser picuínhas.
mas, pensando em, pode ser "carved"... exemplo: one may perfectly carve oneself as a turkey, for instance. sempre ouvi starved neste verso, sempre cantei starved. eu sou deus.
ais

confesso que vem a propósito dos contemporâneos...
confirmei com a companhia do momento e parece que, de facto, estes olhos são verdes.
conversei uma vez com a pessoa apresentada na gravura inclusa (também tenho saudades de abrantes por outros motivos) e a sensação que tive foi forte e definitiva: estes olhos são do tipo que "pierce right through you". daí que assumam a determinação de "de cor indefinida".
pode ser uma coisa com os olhos verdes. pode ser uma incapacidade de avaliação objectiva por contaminação emocional. pode ser pouco importante e/ou redutor.
os meus olhos, parece, são cor-de-sobretudo.
2009/01/26
en passant...
- ver, ao vivo e a cores, a nova embalagem do desodoriante rexona.
independentemente do resultado do visionamento, postar qualquer coisa sob o título de "alma gémea".
- comprar maçãs!
- falar ininterruptamente durante 25 minutos sobre a escolha pessoal de ter uma chapa de aço inoxidável (2x1x0,05m) como "pedra" tumular. investigar da possibilidade (aspectos técnicos, éticos, jurídicos...) da execução de tatuagem post-mortem...
- ponderar o fim dos carapaus... iniciar novo coiso... inventar nome cool, tipo, "taepidarium".
- analisar eventuais cruzamentos semânticos entre "banho de esponja" e "faxina" (sem pensar no álbum "coisas que faxinam", dos mler if dada)
- voltar a usar o cabelo curto, muito curto. em alternativa, fazer madeixas. plano B de alternativa, experimentar peyote.
2009/01/22
neetah
2009/01/21
therapy? - therapy - therapyhairstyle
2009/01/19
ad memoriam
... foi muito estranha a forma como tomei conhecimento da morte de joão aguardela... o meu pai, durante o almoço, vira-se para mim e diz-me: sabes aquele tipo de uma banda, que achou piada ao facto de estares a dar cerveja à D, quando ela era ainda pequenina? era joão qualquer coisa, não era? morreu.
pensei muitas coisas sobre este assunto. não respondi à minha mãe quando ela me disse que não tinha comido nada...
B
forte (um ou outro... provavelmente ambos).
respondi-lhe, plenamente consciente da tarde com o motoserra, das cervejas no clube após, dos tinto e dos brancos e de uma análise da vida em geral: sim, ando numa rica vida.
e sim, sei enrolar cigarros com categoria, se estiver para aí virado.
noutra perspectiva, ele não tem bom vinho. isso irrita-me. (tenho que rever "the fight club", se calhar, para perceber isto melhor...)
fado-se!!
já não há.
perdeu-se.
só me lembro de algumas palavras: precipício (ou falésia), ave... asas e/ou penas de ave, vazio, em frente, atrás... eventualmente, gravidade.
tou a ficar cota...
cornucópia
acho que depende mais do foco de atenção. de se tomar atenção, em geral.
li ontem ou no mês passado um texto que dizia que, nos momentos de vigília, éramos assaltados por memórias, farrapos de consciência, sem relação com o momento em que ocorrem. memórias de textos, perfumes, situações... estrofes inteiras, por vezes.
padeço muito disto, eu. e tenho tendência a distrair-me quanto ao foco de atenção. tenho tendência para uma abordagem mais pelo aspecto negativo das coisas. não será grave quando controlado ou relativizado. muitas vezes permite-me divertir-me muito mais dos que os restantes.
mas esta abordagem da vida pode tornar mais difícil viver.
um ponto de vista ético não pode assentar exclusivamente a uma contabilização de comportamentos, respostas a situações. é necessário considerar não só os actos, as acções, mas também os acontecimentos. aquilo que nos acontece é importante, não só o que fazemos acontecer.
joguei no euromilhões, pela primeira vez, na passada sexta-feira. (eu faço planos tão tão bem...)
