2009/02/28

destrava línguas














até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua atena atenua até nua

electric guitar karaoke time!!!



tadinha da janela do scriptorium...

embalse

arrival

era vénus e um proto-quarto-crescente, no cimo da colina, de a colina, em saudação posterior a fumo de esforçado motor a diesel, distraidamente ultrapassado.
era a memória de um perfume.
era fim e início.
era rasto de água.
era pensamento não pensante, vagueza de alma, nada-vida. era tudo isto e o que houvesse.

2009/02/27

barro à parede...

és a musa dos meus _________________.
sou a tusa dos teus __________________.

in, out, in, out...

surya namascar é um bom t.p.c.
provavelmente bom demais para mim, mas não há-de ser nada.

2009/02/26

se eu conhecesse uma gaja boa que soubesse cantar...

smoking gun

enrolei um cigarro e fui fumário (agora mesminho)...
enquanto fumava contei a mim próprio (personal-joke) uma piada que passo a reproduzir:

se eu fosse um cantor lírico (ou pimba ou de intervenção, se ainda os houvesse, ó o catano), adoptaria o seguinte nome artístico:
tony truante.

lengalenta

quem pede é peçonhento
quem manda é mandarim
quem tem bolas, bolorento
quem tem pudor é pudim

T, parte III

disse: "é por conta da empresa" e despediu o quadritaxi. fez um gesto amplo com o braço direito como que a limpar um vidro invisível e a porta do átrio abriu-se.
enquanto subia no elevador admirou a fivela do seu cinto, um admirável trabalho em ferro-forjado. reparou que ainda permaneciam restos de sangue nesse brilhante e peculiar objecto. pensou que estava a perder faculdades com a idade, não obstante se considerar ainda "bem". afinal, nenhum dos seus amigos de infância tinha dentes já... "malditos rituais", pensou.
tirou uma pena de pombo do colarinho e, observando-a, apercebeu-se dos gritos. não logo, imediatamente, mas mais pelos movimentos nervosos do puma-de-elevador, no outro vértice do espaço.
a porta, ao abrir-se, revelou-lhe a causa daquelas emissões agudíssimas: T estava de pé, os olhos brancos, gritando a plenos pulmões uma lâmina serrilhada de voz, um grito material e contínuo. todo o peso do corpo suspenso na tira de lã amarela amarrada ao antebraço direito. na mão esquerda a ampulheta. a eterna ampulheta a que T insistia em chamar clepsidra, insistência que o visava a ele e somente a ele e por razão dupla: tinha tido contacto com o termo nas abomináveis saunas mistas das montanhas (ele achava que deveriam ser pura e simplesmente banidas. os animais abatidos) e tinha uma ignorância ostensiva em relação àquilo a que chamava "erudição de sangue frio".
"não, desta vez não...", não iria fazer o jogo dela. apenas disse: "não vim assim que pude. vim apenas quando me ligaste..."
T permaneceu naquela posição e no grito constante durante alguns minutos, apenas se mexendo para virar a ampulheta. a cada viragem a parede que servia de cenário a toda a cena (no ponto de vista dele) mudava de cor.
"melhorou" pensou... "verde-pálido"... "está a regressar"...
olhou para a extremidade do corredor, para a porta de acesso à "casa" que lhe coube em herança. coube por omissão, os irmãos não compareceram na cerimónia improvisada no mercado fronteiro ao montinho. ele sabia que todos tinham criado raízes (literalmente) noutras paragens, mas achou por bem omitir o facto. imaginou, tentou imaginar, como estaria o espaço que, antes, servira de cozinha e que era usado como área de lazer. "o plástico custa a limpar. vou ter que chamar alguém..."
a sua atenção foi subitamente desviada para T... tudo indicava que se preparava para falar. o grito era menos agressivo, menos cortante e os olhos fecharam-se.

estou cans...

estou cansado... pequenas agulhas estão, neste momento, a ser-me espetadas na parte de trás dos olhos.
deve notar-se, presumo.
mantenho-me atento, participo, digo coisas com sentido, eventualmente interessantes...
é nesta fase que tenho o sentido de humor mais mordaz, um misto de acuidade conceptual por hiperestimulação com uma atitude de puro "'tou-ma cagar!"
fixo-me em pormenores... sapatos, silhuetas, pequenos grafismos regulares nas superfícies...

tenho metade das funções mentais ocupadas com outras coisas (e nem todas elas de cariz sexual... ou, pelo menos, não directamente...)

quero tudo e quero-o sempre. a vida é feita de opções. opções e responsabilidade. nossas ou que nos afectam, directa ou indirectamente...

o efeito borboleta, directa ou indirectamente...

directo ou indirecto... só depende do braço do árbitro.
braço no ar. braço nu, no ar (uma dúvida na sessão de esclarecimento sobre exames)... axilas depiladas (sempre uma opção).
fixo-me em pormenores...

estou cansado.
gosto disso. sinto-me vivo.

2009/02/25

little creatures













- tens que limpar tudo muito bem... afinal, tu cobras caro.













o ciclista, do jardim:
- boa, mad.! já fizeste porcaria!

tantra no estômago...

...the love we give and recieve is the direct result of our thoughts and actions...

o que fazer com esta informação? pausa para cigarro.

almoço

- fizeste bem em deixar ali o resto dos teus ovos mexidos... comi-os todos, com o garfo.
- o j. é obsecado por ovos...
- (gosto quando usas palavras dessas...) isso passa, filha...
- o quê?
- o ser por ovos.
- quando estás a pensar, às vezes, é sobre as tuas obsecações?
- obsessões.. acho que sim... não sei.
- és obsecado por quê?
- por ser feliz...
- eu acho que sou feliz e não ando sempre a pensar isso...
- espero que não passe, então...

filmesda2emhorasmortas


"a verdadeira
libertinagem
necessita
sempre
de
dinheiro
e
protecção."


"o prazer
é uma
droga,
não é?
e o pior
é que
teima sempre
em nos fugir,
tanto mais
quanto a queremos
possuir..."

ane's dancer...



He came riding fast like a phoenix out of fire flames
He came dressed in black with a cross bearing my name
He came bathed in light and the splendor and glory
I can't believe what the lord has finally sent me

He said dance for me, fanciulla gentil
He said laugh a while, i can make your heart feel
He said fly with me, touch the face of the true god
And then cry with joy at the depth of my love

Cause i've prayed days, i've prayed nights
For the lord just to send me home some sign
I've looked long, i've looked far
To bring peace to my black and empty heart

My love will stay till the river bed run dry
And my love lasts long as the sunshine blue sky
I love him longer as each damn day goes
The man is gone and heaven only knows

Cause i've cried days. i've cried nights
For the lord just to send me up some sign
Is he near? is he far?
Bring peace to my black and empty heart

So long day. so long night
Good lord, be near me tonight
Is he near? is he far?
Bring peace to my black and empty heart

multicoloured

desire

não coiso com a quaresma, mas apetece-me algo parecido com isto...

rifa!

portrait de ma soeur...