2009/05/30
not beach
testes, trabalhos, trabalho, testes...
calor de verão.
um grilo canta (não é assim que se deve dizer, mas é assim que se aqui se diz) dentro da casa. o outro tem o cantar mais dificultado: morreu.
caneta vermelha numa mão, na outra:
após wraygunn, alguém diz isto:
Go 'way from my window,
Leave at your own chosen speed.
I'm not the one you want, babe,
I'm not the one you need.
You say you're lookin' for someone
Never weak but always strong,
To protect you an' defend you
Whether you are right or wrong,
Someone to open each and every door,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.
Go lightly from the ledge, babe,
Go lightly on the ground.
I'm not the one you want, babe,
I will only let you down.
You say you're lookin' for someone
Who will promise never to part,
Someone to close his eyes for you,
Someone to close his heart,
Someone who will die for you an' more,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.
Go melt back into the night, babe,
Everything inside is made of stone.
There's nothing in here moving
An' anyway I'm not alone.
You say you're looking for someone
Who'll pick you up each time you fall,
To gather flowers constantly
An' to come each time you call,
A lover for your life an' nothing more,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.
calor de verão.
um grilo canta (não é assim que se deve dizer, mas é assim que se aqui se diz) dentro da casa. o outro tem o cantar mais dificultado: morreu.
caneta vermelha numa mão, na outra:
após wraygunn, alguém diz isto:
Go 'way from my window,
Leave at your own chosen speed.
I'm not the one you want, babe,
I'm not the one you need.
You say you're lookin' for someone
Never weak but always strong,
To protect you an' defend you
Whether you are right or wrong,
Someone to open each and every door,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.
Go lightly from the ledge, babe,
Go lightly on the ground.
I'm not the one you want, babe,
I will only let you down.
You say you're lookin' for someone
Who will promise never to part,
Someone to close his eyes for you,
Someone to close his heart,
Someone who will die for you an' more,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.
Go melt back into the night, babe,
Everything inside is made of stone.
There's nothing in here moving
An' anyway I'm not alone.
You say you're looking for someone
Who'll pick you up each time you fall,
To gather flowers constantly
An' to come each time you call,
A lover for your life an' nothing more,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.
2009/05/29
esta são de com bóyos
tlim, tlim ,tlão.. (ou merda parecida)
- "informamos os estimados passageiros de que estão canceladas as voltas de todos os destinos para onde não se encontram idas disponíveis..."
tlim, tlim ,tlão.. (ou merda parecida, igual à supra)
- "informamos os estimados passageiros de que estão canceladas as voltas de todos os destinos para onde não se encontram idas disponíveis..."
tlim, tlim ,tlão.. (ou merda parecida, igual à supra)
after-burn
- para que serve essa perinha tua, aí?
- numa palavra: períneo...
- do vanderlei?
- (foda-se)
- numa palavra: períneo...
- do vanderlei?
- (foda-se)
self-burning
- estás a beber panaché?
- estou. não gostas?
- prefiro cerveja simples. não gosto de misturas.
- porquê?
- uma vez tive azar... havia um vanderlei...
- estou. não gostas?
- prefiro cerveja simples. não gosto de misturas.
- porquê?
- uma vez tive azar... havia um vanderlei...
2009/05/27
f de...
Factível Fusão
Fecundo favo feminino,
Frágil e ferino em figura,
Que força, fatidicamente,
Uma florida felicidade e férvido feitiço,
Com sua fidalga face festival.
Que felina fórmula tem essa fenda
Para, faceiramente, fomentar fervor,
Frisson e faíscas sem floreios
Em flácidos floretes
Fazendo-os flamejar facilmente
Frente a essa franca e fatal fortuna?
Feromónio?
Ferrolhos ficam fogosos e flechantes,
Famintos por folguedos nessa fluida fenestra,
Numa fissura sem fingimentos,
Pois é o fado de todo falo,
Em face de formosa forquilha,
Fagulhar essa favorita flor
Fulminando-a festivamente com frêmito e frenesi.
Juarez Figueireddo Santana
Fecundo favo feminino,
Frágil e ferino em figura,
Que força, fatidicamente,
Uma florida felicidade e férvido feitiço,
Com sua fidalga face festival.
Que felina fórmula tem essa fenda
Para, faceiramente, fomentar fervor,
Frisson e faíscas sem floreios
Em flácidos floretes
Fazendo-os flamejar facilmente
Frente a essa franca e fatal fortuna?
Feromónio?
Ferrolhos ficam fogosos e flechantes,
Famintos por folguedos nessa fluida fenestra,
Numa fissura sem fingimentos,
Pois é o fado de todo falo,
Em face de formosa forquilha,
Fagulhar essa favorita flor
Fulminando-a festivamente com frêmito e frenesi.
Juarez Figueireddo Santana
not bolo de arroz
Era a tarte mais longa de todas as tartes
que me acontecia
eu esperava por ti, tu não vinhas
tardavas e eu entardecia
Era tarte, tão tarte, que a boca,
tardando-lhe o beijo, mordia
quando à boca da noite surgiste
na tarte tal rosa tardia
quando nós nos olhamos tardamos no beijo
que a boca pedia
e na tarte ficámos unidos ardendo na luz
que morria
em nós dois nessa tarte em que tanto
tardaste o sol amanhecia
era tarte de mais para haver outra noite
para haver outro dia.
que me acontecia
eu esperava por ti, tu não vinhas
tardavas e eu entardecia
Era tarte, tão tarte, que a boca,
tardando-lhe o beijo, mordia
quando à boca da noite surgiste
na tarte tal rosa tardia
quando nós nos olhamos tardamos no beijo
que a boca pedia
e na tarte ficámos unidos ardendo na luz
que morria
em nós dois nessa tarte em que tanto
tardaste o sol amanhecia
era tarte de mais para haver outra noite
para haver outro dia.
2009/05/26
2009/05/25
not mot d'esprit
alter - isto dá-se com uma mão e tira-se com a outra...
ego - pois... eu também vi esse filme... e ainda nem tinha feito os 18...
ego - pois... eu também vi esse filme... e ainda nem tinha feito os 18...
lapso
neste tempo de novas tecnologias estou, ao momento, incontactável e incontactante.
não consigo tematizar completamente a situação, sinto qualquer coisa relativamente. forte e abstractamente.
apenas sei que, agora, queria estar em contacto.
não consigo tematizar completamente a situação, sinto qualquer coisa relativamente. forte e abstractamente.
apenas sei que, agora, queria estar em contacto.
nota mental, CCXXVIII
- averiguar da sinonímia eventual entre "vigor" e "rigor".
- averiguar interferências contraproducentes.
- averiguar interferências contraproducentes.
2009/05/21
not holy (graal or whatever)
li, agora mesmo, um texto sobre lars von triers.
alguém que se preparava para o entrevistar falava sobre a ironia e sarcasmo de von triers e da capacidade de transformar qualquer conversa banal e "make it about you and your sorest spots".
uma possibilidade de uma demanda mui nobre será a de procurar o nosso "sorest spot" e torná-lo visível. não falo de psicanálise, falo de um esforço da e na consciência. da possibilidade de constatação, a priori de qualquer componente emocional, mesmo que dela indissociável. daí o uso do verbo procurar. como quem procura um objecto sobre um aparador.
e isto deixou de ser interessante...
alguém que se preparava para o entrevistar falava sobre a ironia e sarcasmo de von triers e da capacidade de transformar qualquer conversa banal e "make it about you and your sorest spots".
uma possibilidade de uma demanda mui nobre será a de procurar o nosso "sorest spot" e torná-lo visível. não falo de psicanálise, falo de um esforço da e na consciência. da possibilidade de constatação, a priori de qualquer componente emocional, mesmo que dela indissociável. daí o uso do verbo procurar. como quem procura um objecto sobre um aparador.
e isto deixou de ser interessante...
2009/05/16
2009/05/14
closer
hão-de regressar os dias (mais) calmos em que o ritmo é mais conforme.
pedir-se-á melão para sobremesa estando-se só. e, como sempre, há um sentimento de perda que se vai instalando.
não passa necessariamente pela função de filtragem da memória... passa mais pela consciência de que, bom ou mau, foi este o tempo que se teve, que se viveu (se se viveu).
toda a gente tem problemas na vida.
toda a gente tem o problema da vida e este é um problema pessoal.
pedir-se-á melão para sobremesa estando-se só. e, como sempre, há um sentimento de perda que se vai instalando.
não passa necessariamente pela função de filtragem da memória... passa mais pela consciência de que, bom ou mau, foi este o tempo que se teve, que se viveu (se se viveu).
toda a gente tem problemas na vida.
toda a gente tem o problema da vida e este é um problema pessoal.
not red rose red cherry
parece que havia cerejas, hoje... não soube.
fico satisfeito por haver o que sempre há e haverá, enquanto houver.
hoje o mundo desabou à minha frente mas, apesar disso, flutuei no vácuo até ao ponto onde o caderninho ou sebenta onde agora escrevo se encontrava.
pode, um dia, haver um momento ou juízo final... não me afecta. estarei dentro de uma bolha transparente, a salvo, registando uma versão muito particular dos acontecimentos. escrito tudo numa caligrafia a dar para o indecifrável, em caderninhos pequenos, a tinta preta.
quando se tornou a minha caligrafia indecifrável?
quando se tornaram os meus pensamentos incompreensíveis?
por que razão saberei eu o significado de termos (panisgas) como:
- idiossincrasia
- desadequação
- empatia
- egoísmo
- aridez
- refogado...
tome-se um cardo. os seus tons de verde, de cinza, de azul, de roxo.
atente-se no seu potencial icónico.
pode ser (e é) uma alternativa mais do que viável para uma rosa vermelha.
a intensidade da cor não é menor. a simbologia dos espinhos está mais do que assegurada (para quem gosta de lasagna de figuras de estilo: uma espécie de hipérbole da metáfora).
o cardo é mais fértil, em termos de imagem (não indaguei da eficácia em termos de polinização e coisas dessas...).
poder-se-á argumentar (contra) sobre as cores frias versus as cores quentes. a isso poderia responder com aquela pintura (nota mental: sacar da net) ("o inferno") em que tudo está gelado (impressionante como certas imagens nos impressionam. dupla impressão, portanto).
quando chegar o tempo, dos cardos floridos ou da pertinência, oferecer-te-ei um cardo.
ou a minha vida. ambos têm igual valor, apesar da desigualdade da beleza. a minha vida é mais quente e menos bela... mais ou menos como quando vomitamos marisco (nunca me aconteceu) ou delícias do mar (idem, apesar do nome poético do produto).
voltando atrás... tatuar um cardo não é tão tão fácil... nada é fácil, quando se pensa nisso.
deveria abrigar-me a escrever.
deveria, por maioria de razões, obrigar-me a viver. desabrigadamente.
quando pensamos (nós majestático) em abrigo, pensamos, geralmente, em "cobertura", algo "por cima" de nós, em protecção. mas um abrigo ("em protecção") pode estar por baixo (quem trabalha no arame sabe isto muito bem, mesmo que se esqueça, mesmo que o não pense. também se pode saber ou desconhecer com o corpo).
vive-se sempre sem rede.
deseja-se sem rede, ama-se sem rede, decide-se sem rede. o facto de serem aqueles em queda livre quem melhor consciência tem deste facto é um outro e completamente diferente assunto. (já se falou aqui em queda livre contraposta à euforia do deslize)(também já se falou aqui de "la haine": l'important c'est pas la chute...).
escrever (e ler) deve ser um prazer.
escrevo como quem, como eu, tira um penso-rápido ou entra na água gelada(*): devagar, com sacrifício e sem voltar para trás.
de vez em quando retira-se um penso e repara-se que tudo gangrenou. não é a amputação que custa a sério... é a falta.
mas eu escrevo para mim. sou para mim como escrevo: sem um prazer por aí além, se se pensar em projecção.
se as coisas belas são difíceis, algumas coisas feias não o serão menos.
(*) - era bom mas a manhouce.
fico satisfeito por haver o que sempre há e haverá, enquanto houver.
hoje o mundo desabou à minha frente mas, apesar disso, flutuei no vácuo até ao ponto onde o caderninho ou sebenta onde agora escrevo se encontrava.
pode, um dia, haver um momento ou juízo final... não me afecta. estarei dentro de uma bolha transparente, a salvo, registando uma versão muito particular dos acontecimentos. escrito tudo numa caligrafia a dar para o indecifrável, em caderninhos pequenos, a tinta preta.
quando se tornou a minha caligrafia indecifrável?
quando se tornaram os meus pensamentos incompreensíveis?
por que razão saberei eu o significado de termos (panisgas) como:
- idiossincrasia
- desadequação
- empatia
- egoísmo
- aridez
- refogado...
tome-se um cardo. os seus tons de verde, de cinza, de azul, de roxo.
atente-se no seu potencial icónico.
pode ser (e é) uma alternativa mais do que viável para uma rosa vermelha.
a intensidade da cor não é menor. a simbologia dos espinhos está mais do que assegurada (para quem gosta de lasagna de figuras de estilo: uma espécie de hipérbole da metáfora).
o cardo é mais fértil, em termos de imagem (não indaguei da eficácia em termos de polinização e coisas dessas...).
poder-se-á argumentar (contra) sobre as cores frias versus as cores quentes. a isso poderia responder com aquela pintura (nota mental: sacar da net) ("o inferno") em que tudo está gelado (impressionante como certas imagens nos impressionam. dupla impressão, portanto).
quando chegar o tempo, dos cardos floridos ou da pertinência, oferecer-te-ei um cardo.
ou a minha vida. ambos têm igual valor, apesar da desigualdade da beleza. a minha vida é mais quente e menos bela... mais ou menos como quando vomitamos marisco (nunca me aconteceu) ou delícias do mar (idem, apesar do nome poético do produto).
voltando atrás... tatuar um cardo não é tão tão fácil... nada é fácil, quando se pensa nisso.
deveria abrigar-me a escrever.
deveria, por maioria de razões, obrigar-me a viver. desabrigadamente.
quando pensamos (nós majestático) em abrigo, pensamos, geralmente, em "cobertura", algo "por cima" de nós, em protecção. mas um abrigo ("em protecção") pode estar por baixo (quem trabalha no arame sabe isto muito bem, mesmo que se esqueça, mesmo que o não pense. também se pode saber ou desconhecer com o corpo).
vive-se sempre sem rede.
deseja-se sem rede, ama-se sem rede, decide-se sem rede. o facto de serem aqueles em queda livre quem melhor consciência tem deste facto é um outro e completamente diferente assunto. (já se falou aqui em queda livre contraposta à euforia do deslize)(também já se falou aqui de "la haine": l'important c'est pas la chute...).
escrever (e ler) deve ser um prazer.
escrevo como quem, como eu, tira um penso-rápido ou entra na água gelada(*): devagar, com sacrifício e sem voltar para trás.
de vez em quando retira-se um penso e repara-se que tudo gangrenou. não é a amputação que custa a sério... é a falta.
mas eu escrevo para mim. sou para mim como escrevo: sem um prazer por aí além, se se pensar em projecção.
se as coisas belas são difíceis, algumas coisas feias não o serão menos.
(*) - era bom mas a manhouce.
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