2012/06/29
2012/06/26
2012/06/20
2012/06/19
not dogs
é certo e sabido que a pessoa (?) que mantém este estaminé a funcionar não gosta de cães. sempre foi mais gatos, apesar de não gostar de animais por aí além. não é bem não gostar, apenas não percebe a quantidade e a qualidade de afectos que certos seres humanos, pessoas saudáveis, com quem se pode falar na maioria dos casos, depositam em seres irracionais. a importância disto é relativa: é apenas mais uma coisa que a pessoa (?) não percebe.
mas há um critério que se mantém: seres que sabem gerir os seus próprios excrementos merecem respeito. algures por aqui deverá andar uma referência à "caixa de pandora", sendo que pandora foi uma gata siamesa que gostava dos smiths e que foi atropelada. é neste sentido que se é mais para os gatos.
é na linha do suprarreferido que deve ser tida em conta a indicação que se segue:
http://indifferent-cats-in-amateur-porn.tumblr.com/
se isto tiver o apoio dos ilustríssimos convidados aqui presentes, até poderá passar a link definitivo, ali ao lado.
e ainda dizem que os blogues estão fora de moda!!!
mas há um critério que se mantém: seres que sabem gerir os seus próprios excrementos merecem respeito. algures por aqui deverá andar uma referência à "caixa de pandora", sendo que pandora foi uma gata siamesa que gostava dos smiths e que foi atropelada. é neste sentido que se é mais para os gatos.
é na linha do suprarreferido que deve ser tida em conta a indicação que se segue:
http://indifferent-cats-in-amateur-porn.tumblr.com/
se isto tiver o apoio dos ilustríssimos convidados aqui presentes, até poderá passar a link definitivo, ali ao lado.
e ainda dizem que os blogues estão fora de moda!!!
2012/06/12
runião
- tu, às vezes, és duro...
- eu? como?
- sei lá... em algumas tomadas de posição.
- acho que em algumas tomadas de posição convém ser duro, não?
- não é fácil falar contigo...
- para quando não é fácil há pomadas de tecisão...
- não dá para falar a sério contigo.
- eu não quero falar a sério "contigo" sobre o meu trabalho. aliás, nem te o admito...
- eu? como?
- sei lá... em algumas tomadas de posição.
- acho que em algumas tomadas de posição convém ser duro, não?
- não é fácil falar contigo...
- para quando não é fácil há pomadas de tecisão...
- não dá para falar a sério contigo.
- eu não quero falar a sério "contigo" sobre o meu trabalho. aliás, nem te o admito...
2012/06/11
lazarus
é quando o outro gajo adormece no sofá e, lá prás 4 da manhã, se dá o milagre: ele levanta-se e caminha.
2012/06/01
rede neuronal com buracos
tenho uma clara sensação de que havia uma frase ou duas da "mrs dalloway", de virginia woolf, para colocar aqui e não me lembro bem...
entretanto lembrei-me, mas prefiro a versão original ao invés da tradução (que tenho, na minha edição, ostensivamente sublinhada):
"she had a perpetual sense, as she watched the taxi cabs, of being out, out, far out to sea and alone; she always had the feeling that it was very, very dangerous to live even one day."
2012/05/29
tapiária
- gosto de carros grandes...
- eu gosto de carros pequenos. são fáceis de estacionar... além disso os carros pequenos fazem parecer outras coisas maiores. é como aparar as sebes.
- tu não és normal...
- claro que sou! (pelo menos nos carros pequenos)
- eu gosto de carros pequenos. são fáceis de estacionar... além disso os carros pequenos fazem parecer outras coisas maiores. é como aparar as sebes.
- tu não és normal...
- claro que sou! (pelo menos nos carros pequenos)
2012/05/16
2012/05/10
2012/05/09
elevation!!!
- acho que vai chover...
- é bem possível. um tipo que eu conheço diz que chove quando está assim. aliás, ele tem uma expressão que eu, que já vi duas ou três coisas (excelente escolha de palavras), nunca compreendi muito bem...
- qual é?
- não digo, que eu sou educado. mas se insistires muito digo.
- diz!
- a expressão, quando está assim a ameaçar chuva, é: "está da cor da cona".
- hã?
- eu disse-te que também não percebia bem a frase. e ele, quando a usa, olha para mim como se eu a devesse entender claramente.
- não percebo. eu cá não tenho a cona da cor das trovoadas...
- fica-te bem, minha querida, fica-te bem.
- é bem possível. um tipo que eu conheço diz que chove quando está assim. aliás, ele tem uma expressão que eu, que já vi duas ou três coisas (excelente escolha de palavras), nunca compreendi muito bem...
- qual é?
- não digo, que eu sou educado. mas se insistires muito digo.
- diz!
- a expressão, quando está assim a ameaçar chuva, é: "está da cor da cona".
- hã?
- eu disse-te que também não percebia bem a frase. e ele, quando a usa, olha para mim como se eu a devesse entender claramente.
- não percebo. eu cá não tenho a cona da cor das trovoadas...
- fica-te bem, minha querida, fica-te bem.
2012/05/08
arranhão
não sei o que fiz à minha vida. não sei se a deixei no bolso das outras calças ou sobre a mesa de algum café.
(entretanto)
a referência (a arcaica referência da minha vida) the great wave off kanagawa agudiza-se.
sempre vi no objecto que há mais tempo me acompanha reminiscências das cores e linhas de hokusai.
reencontrei hoje essa mesma imagem quando penetrava num certo tipo de nevoeiro (talvez a minha vida tenha ido, por acidente, junta com o lixo de há 4 dias) e reavivou-se em mim sensação clara, nítida, do carácter premonitório da súbita sensação de nudez no meu pescoço.
há soluções.
há silêncios.
(entretanto)
a referência (a arcaica referência da minha vida) the great wave off kanagawa agudiza-se.
sempre vi no objecto que há mais tempo me acompanha reminiscências das cores e linhas de hokusai.
reencontrei hoje essa mesma imagem quando penetrava num certo tipo de nevoeiro (talvez a minha vida tenha ido, por acidente, junta com o lixo de há 4 dias) e reavivou-se em mim sensação clara, nítida, do carácter premonitório da súbita sensação de nudez no meu pescoço.
há soluções.
há silêncios.
2012/05/07
2012/04/26
void
há razões para que a produção nesta casa ande a decrescer em quantidade (em qualidade seria, obviamente, impossível), principalmente dentro de duas dimensões distintas, a saber, técnica e existencial. a técnica tem a ver com a hegemonia das multinacionais (google, blogger...). a outra está dependente da esfera vital em que o anfitrião se move.
2012/04/20
pikiwédia
aos novos-ricos, portadores de muitíssimos tiques e comportamentos que traíam inexoravelmente a sua ascendência rude, eram disponibilizados vários instrumentos e técnicas que lhes permitiam aquilo a que os técnicos à época designavam de "calibragem social". a título de exemplo apresenta-se abaixo o "aparelho de sobranceria".
phaedra
as cenas que a malta leu assim tipo há menos tempo...
entremeada e intermitentemente anda-se a ler o "bestiário", do cortázar...
tenho para mim que esta sequência de leituras foi das coisas mais coerentes que fiz na vida, a par da escolha, para ementa de jantar solitário, de carapaus fritos com arroz de tomate, uma vez, há muitos anos (1987?), em vila real de santo antónio...
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