2016/02/27
2016/02/19
2016/02/18
açorda à laborial
estou a engonhar, coisa que, ainda que menos, vou cultivando.
desde que ando na linha (!!!) não me tinha acontecido, mas estava fadado a isso. aliás, com a carrada de coisas que tenho para fazer, ouso pensar que estou muito mais do que fadado se continuar a engonhar.
mas (*) estava a ler uma coisa na internet (assumo a minha meia-idade recusando liminarmente o uso do diminutivo "net", que deixo, com bom proveito, para as camadas mais jovens dessa lasagna que é a sociedade portuguesa) enquanto continha, silenciosa e lacrimejantemente, o riso. estava a ler (**), nada de bonecada, que o tempo mais quente ainda não chegou.
pensei que perdido por cem perdido por mil (assim, sem vírgulas) e decidi transcrever um pedaço (ler pedaço com sotaque brasileiro) da toalha da mesa do restaurante, que era de papel. a toalha. não a mesa. e não o restaurante.
cá vai:
recupera-se, hoje, uma tradição:
- parasitar as conversas no restaurante.
(interlúdio)
conversa entre r.h. (um gajo do surf, conhecido e reconhecido por mim, que passa por lá d.v.e.q.) e um casal idoso (o homem era culto, com bagagem) a conversa tinha a ver com a tia de r.h. e se ainda tinha o negócio "ali em baixo", perguntara a senhora...
r.h. lá vai (ia) dizendo que ali estaria por mais pouco tempo, que agora estava mais pelos açores...(***)
homem - o que é que ele faz?
mulher - tem uma loja de surf, ali...
homem - mas é drogado?
mulher - não... isso vê-se logo nos olhos das pessoas...
homem - seja como for: é um regicida. a família dele esteve envolvida na morte de d. carlos. todos regicidas, a mando do povo... todas as revoluções se fazem a mando do povo, claro.
______________
(***) r.h. tinha estado, há dias, a falar de layouts de um site qualquer dele, com outro tipo. uma conversa incipiente, em termos técnicos, mas com elevadas somas envolvidas. ou não, mas isso é de somenos importância. eram coisas superficiais discutidas com grande seriedade.
(**) a propósito de isto.
(*) pode-se começar um parágrafo assim. CFR com o filme "finding forrester", em que entra um rapaz que é preto e o melhor james bond e o outro que era o vilão do filme "amadeus", mas que, segundo parece, é um notável compositor, por mérito próprio. eu até sei o nome dele, até porque ando a ouvir a antena 2 no trânsito e isso, mas não quero estar agora a armar ao pingarelho.
__________________________________________________
tradução livre de frase retirada de um filme visto num centro comercial, mas um bom filme, nevertheless:
a verdade é como a poesia,
mas quase ninguém gosta de poesia, ó o caralho.
mas (*) estava a ler uma coisa na internet (assumo a minha meia-idade recusando liminarmente o uso do diminutivo "net", que deixo, com bom proveito, para as camadas mais jovens dessa lasagna que é a sociedade portuguesa) enquanto continha, silenciosa e lacrimejantemente, o riso. estava a ler (**), nada de bonecada, que o tempo mais quente ainda não chegou.
pensei que perdido por cem perdido por mil (assim, sem vírgulas) e decidi transcrever um pedaço (ler pedaço com sotaque brasileiro) da toalha da mesa do restaurante, que era de papel. a toalha. não a mesa. e não o restaurante.
cá vai:
recupera-se, hoje, uma tradição:
- parasitar as conversas no restaurante.
(interlúdio)
conversa entre r.h. (um gajo do surf, conhecido e reconhecido por mim, que passa por lá d.v.e.q.) e um casal idoso (o homem era culto, com bagagem) a conversa tinha a ver com a tia de r.h. e se ainda tinha o negócio "ali em baixo", perguntara a senhora...
r.h. lá vai (ia) dizendo que ali estaria por mais pouco tempo, que agora estava mais pelos açores...(***)
homem - o que é que ele faz?
mulher - tem uma loja de surf, ali...
homem - mas é drogado?
mulher - não... isso vê-se logo nos olhos das pessoas...
homem - seja como for: é um regicida. a família dele esteve envolvida na morte de d. carlos. todos regicidas, a mando do povo... todas as revoluções se fazem a mando do povo, claro.
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(***) r.h. tinha estado, há dias, a falar de layouts de um site qualquer dele, com outro tipo. uma conversa incipiente, em termos técnicos, mas com elevadas somas envolvidas. ou não, mas isso é de somenos importância. eram coisas superficiais discutidas com grande seriedade.
(**) a propósito de isto.
(*) pode-se começar um parágrafo assim. CFR com o filme "finding forrester", em que entra um rapaz que é preto e o melhor james bond e o outro que era o vilão do filme "amadeus", mas que, segundo parece, é um notável compositor, por mérito próprio. eu até sei o nome dele, até porque ando a ouvir a antena 2 no trânsito e isso, mas não quero estar agora a armar ao pingarelho.
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tradução livre de frase retirada de um filme visto num centro comercial, mas um bom filme, nevertheless:
a verdade é como a poesia,
mas quase ninguém gosta de poesia, ó o caralho.
2016/02/17
2016/01/24
micro-histórias, CCLII
após ter entrado, fechou a porta atrás de si, respirou fundo e jurou que nunca mais.
2016/01/15
2016/01/04
2015/12/15
2015/12/13
the ultimate freedom
When I die, let the wolves enjoy my bones. When I die, let me go.
When I die, let the wolves enjoy my bones. When I die, let me go.
When I die, you can push me out to sea. When I die, set me free.
When I die, let the sharks come round to feed. When I die, set me free.
Oh the world is dark, and I've looked as far I can see.
When the years have torn me apart. Let me be.
When I die, let the flames devour me. When I die, set me free.
When I die, throw my ashes to the breeze. When I die, scatter me.
Whole world is dark, and I've looked as far as I can see.
When the years have torn me apart.
Let me be.
Let me be.
Let me be.
Let me be.
Daylight is waiting for you.
Daylight is waiting for you.
2015/12/04
natal é na áfrica do sul
o mundo está diferente... e é natal.
após o advento, jesus informa que estrelinhas é no natal.
tenho para mim que qualquer treinador do sporting deveria ter muito, muitíssimo cuidado em referir o natal.
2015/11/18
it hasn't sunk in yet...
conheci, algures no tempo, um serial-killer (cfr. aqui) não sabendo que ele o era. é assustador constatar que um homicida pode assumir um tom de indistinta normalidade.
conheci, num tempo mais próximo e muito mais presente, uma vítima de homicídio.
neste caso, com muito maior ênfase, um caso já é muito mais, muito mais, do que o suficiente para me bastar.
este caso, na sua também normalidade, nada tem para mim de normal.
é, no entanto, igualmente assustador, sendo incomparavelmente mais devastador.
e a imagem da tentativa (se ainda o era) sem qualquer sucesso...
conheci, num tempo mais próximo e muito mais presente, uma vítima de homicídio.
neste caso, com muito maior ênfase, um caso já é muito mais, muito mais, do que o suficiente para me bastar.
este caso, na sua também normalidade, nada tem para mim de normal.
é, no entanto, igualmente assustador, sendo incomparavelmente mais devastador.
e a imagem da tentativa (se ainda o era) sem qualquer sucesso...
homo cavacus
diz que o presidente disse aos empresários para nada temerem relativamente à situação política que o país atravessa...
(eu não sei se o homem terá razão, mas os carapaus cá estarão para avaliar isso ou fazer outra cena qualquer com gajas nuas)
imagino eu que estes, lembrando-se do que ele disse do BES, responderam em coro:
- tásse bem!
(eu não sei se o homem terá razão, mas os carapaus cá estarão para avaliar isso ou fazer outra cena qualquer com gajas nuas)
imagino eu que estes, lembrando-se do que ele disse do BES, responderam em coro:
- tásse bem!
2015/11/06
logos test
- professor, uma cópula não pode estar subentendida, pois não?
- aaaaaaaaa... neste contexto não (ainda que eu tenha dificuldade em afastar essa realidade de quase toda a minha actividade consciente).
- aaaaaaaaa... neste contexto não (ainda que eu tenha dificuldade em afastar essa realidade de quase toda a minha actividade consciente).
2015/10/21
"ocupado"
não sei por que razão estava a começar pelo título do post (sei mas não é importante) (é importante, mas não vem ao caso) (adianto apenas que vem no seguimento do visionamento de parte do conteúdo do sítio "my breast choice") e decidira-me pelo título "entwining tales of time, memory and love".
ora, este título é o título inglês de um livro de garcía márquez, o que torna tudo mais pomposo, pretencioso, mais solene...
e chega-me agora o som de "the circus is leaving town"... não vai dar.
fica assim...
que se lixe.
afinal, não mudaria ri-go-ro-sa-men-te nada ( e este é um blog a modos que assim tipo coerente)
ora, este título é o título inglês de um livro de garcía márquez, o que torna tudo mais pomposo, pretencioso, mais solene...
e chega-me agora o som de "the circus is leaving town"... não vai dar.
fica assim...
que se lixe.
afinal, não mudaria ri-go-ro-sa-men-te nada ( e este é um blog a modos que assim tipo coerente)
2015/10/20
hypnosis
aquelas duas notas em contínuo...
pode ser música enlatada, mas sublinho o primeiro termo.
(ou pode ser que seja apenas por, quase a dobrar o meio século, eu ache ainda apelativa a disponibilidade para "do it again")
(ou pode ser que seja apenas por, quase a dobrar o meio século, eu ache ainda apelativa a disponibilidade para "do it again")
2015/10/04
o homem da fruta da época...
"the future" is one of leonard cohen´s albuns...
"the future is still unwritten"
oferece-me dizer-vos:
mamai e comei todos!!
"the future is still unwritten"
oferece-me dizer-vos:
mamai e comei todos!!
2015/10/01
carpe diem
é que isto não anda fácil e temos que saber aproveitar as oportunidades, por isso, eles vieram com a conversa dos atoalhados e isso e eu disse logo que sim, que lhe dizia em quem votava no domingo, que usava boxers ao invés de cuecas, que durmo de barriga para baixo (mas sem boxers ou cuecas ou outra coisa qualquer) e a azeitona, por estes lados, se não lhe acodem brevemente perde-se toda.
é vir uma chuvada...
é vir uma chuvada...
2015/09/28
toujours l'amour
gostei de ler uma expressão. "o amor como gesto político".
o autor foi vitor belanciano, no público.
não me apetece comentar o artigo, por várias razões - a desadequação à realidade que me rodeia, nos aspectos particulares - um comentário dos apectos mais gerais não é agora importante.
falo estritamente da formulação frásica.
o amor é importante.
gestos, em geral, são importantes. gestos políticos sobremaneira.
a ausência de certos gestos é determinante.
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