2008/02/18

R.I.P.

esticando o braço abres a cortina
eis-nos em banho de sol, horizontais
agora já não somos animais
tu és só pastel, eu trebentina

deitados na cama morna antes ardente
cumprimos todo o tempo matinal
pagámos o preço do ritual
inânimes, descarnados, já não-gente

se há um torpor que sai algo há que fica
num amplo fundo ficam os sinais
sanguinamente distintos dos demais
batimento que em batendo vivifica

fechas de novo o sol fechas a rua
procuramos os bocados capitais
que como mantimentos são vitais
voltando ao que em ciclo continua

4 comentários:

Anónimo disse...

Gostei muito, muito, muito.

Anónimo disse...

eu também.

Anónimo disse...

prova de vida (2)

©carmen zita disse...

Prova de vida (3)...