2009/06/17

icaro's duct-tape

(em construção)
isto ainda há-de ser um post digno (ou não)...
mas, à laia de enquadramento temático, fica isto:

não me apetece esclarecer... mas isto diverte-me num sentido de crítica autobiográfica.
exemplo de piada deste purgama:
honestly, i'm ok. it's an odd place to have a bruise but after 35 years of marriage, sadly, no one is going to notice.

selfish bottom-line*

you make me feel
i am home again
i am whole again

you you make me feel
i am young again
i am fun again

you you make me feel
i am free again
i am clean again

i will always love you (for that)

* ou "diz-me a que canção de amor achas piada e dir-te-ei que espécie de egoísta és"

salsicha

- estou...?
- boa tarde.
- também acho. faça favor de dizer!
- gostaria de saber se aceita encomendas.
- sim... com a motivação certa, seguramente. em que tipo de serviço estaria a menina a pensar?
- era assim uma coisa de grande fôlego, mas com um prazo dilatado... digamos, um ano. 365 dias a partir de hoje, caso aceite.
- parece-me bem... mas especificamente...?
- era se podia resgatar uma gaivota.
- resgatar?
- recuperar, melhor dizendo. salvá-la. apesar de ela estar debaixo de água há algum tempo.
- não sei se terei o equipamento adequado...
- tanto quanto pude verificar, serve perfeitamente. mas tem que ser quando ninguém esteja a ver. tem que ser com a máxima discrição. um pequeno deslize poderá comprometer o sucesso da operação. mas isso é apanágio seu, não?
- apraz-me a confiança que deposita nos meus préstimos... mas, sabe, aceitei há pouco tempo a empreitada de um romance. um clássico intemporal que fale à geração do século xxi... coisa de responsabilidade, como compreenderá...
- melhor! considere a minha proposta como oportunidade de pesquisa. por outro lado, aquela não é uma gaivota qualquer...
- muito bem. assim seja. desde que me indique o local, conte comigo...
- é fácil... logo a seguir à ponte romana. não tem como errar. mas, e isto é muito importante, não venha pela estrada de terra batida. neste ponto faço questão.
- certamente...

we gotta love women, CCLIX

2009/06/16

so far. so good.*

e se eu tivesse morrido da(s) outra(s) vez(es)?

* num sentido de consciência diametralmente oposto a "jusq'ici tout va bien..."

in the future, i'll get me a buddha-harmonica kit...

moody tune...

ainda (e sempre) sem título - versão definitiva

repara-se no processo de nivelação de uma parede...
à distância, os homens usam água que circula livremente numa mangueira transparente e sabem, assim, que o espaço entre os dois pontos marcados pelo líquido é percorrido por uma linha imaginária disposta num perfeito plano horizontal.
provavelmente, todos as situações de equilíbrio implicam oscilações de fluxo análogas.
as coisas, a vida, corre, flui... (apercebo-me de repente que a imagem da mangueira claudica. os rios galgam as margens quando, literalmente, estão para aí virados... decrete-se: o mundo é uma mangueira)...
diziam-me, há pouco, "as escolhas múltiplas é que me tramam". respondi que a vida estava cheia de escolhas múltiplas e que, necessariamente, algumas nos tramam.

(pausa para almoço)
(a pausa transformou-se em pausa para jantar, também)

também respondi que, nalgumas ocasiões, não é mau deixarmos que sejam as escolhas a escolher e "just go with the flow"...
entretanto no clube de cavalheiros+1 discutia-se a noção de qualidade de tempo. concordou-se no papel importantíssimo do factor tempo (quer no plano cosmológico, quer no plano meteorológico)... "é tudo uma questão de ritmos"... entretanto falou-se de guloseimas e, correlativamente, do segredo das bilhas.
(...barro negro, diz-me lá porque razão... lá, lá, lá, lá...)

isto tudo para dizer:
escolhemos coisas (saber escolher é sensato), mas também podemos ter uma influência muito grande na forma de vivermos aquilo que vivemos, quer o escolhamos ou não. saber dar a tonalidade certa ou feliz ou agradável às coisas que vivemos não é sensato, é artístico. poder fazê-lo é pura sorte, suponho.

nota mental: analisar o tom egocêntrico da canção "love song", dos the cure.

2009/06/15

egyptian goatee

gettin' rid of the music thing...

por causa das coisas, nu miadamente piquenas alterações de coiso, torna-se importante dizer:

um arquivo morto guarda sempre momentos de vida. um arquivo morto contém vida.

revolver (touched)

o meu penduricalho anda por outras bandas...
para quem não sabe, há toda uma mundividência (ou cosmovisão, ou algo igualmente pretensioso) na base da escolha de semelhante objecto como adorno. como adorno não, como complemento corporal.
ciclo e reciclo, início e fim que é recomeço, nascimento e morte que é renascimento.
foi num mês de setembro de um ano qualquer (1996?) que, como diria victor espadinha, te conheci, mas não é o caso. foi nesse mês de setembro desse (?) ano que passei longas horas a fazer um orifício num pedaço de azulejo que tinha dado à costa de uma praia qualquer. provavelmente deu a várias costas antes de alguém, eu, ter reparado nele, em julho. é quase sempre assim, a vida... rebola-se por aí até que alguém repara...
falei de fotografia com o nelson durante este moroso processo, como podia ter falado de tiro aos pratos ou da influência do ouriço-do-mar nos ecossistemas tropicais.

(mais tarde)

ciclo e reciclo, início e fim que é recomeço... oh, lover and over and over again

escadote ou couve-flor

o amor é como xarope:
tem um sabor um bocado coiso, às vezes.

inuend

we gotta love women...

descobri um papel que continha os seguintes dizeres:
"tirei o diu" foi uma das, minto, a mensagem nonsense que mais sentido fez na minha vida.

festival intercéltico era vida para nós

isto de estar rodeado de gente tontinha não tem só vantagens

(fim de papel)

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não tenho escrito grande coisa. não tenho feito grande coisa. estou em stand-by.
tenho andado de bike e tenho bebido umas cervejas. acabei por não ir dar uma volta de bike, por uns dias.
ando por aí a ler umas coisas...
deparei-me com isto:

"EPAHHHH... será assim tão pouco claro que
quero é bem que tomes conta disto, obrigues, mandes, fodas, mordas, berres, beijes ...?"

como foi dito no clube de cavalheiros: faz-se tudo como sempre se fez!

2009/06/09

wrap-up time

nota-se quando o outro gajo se lembra de cortar o cabelo.
nota-se quando os dias parecem diferentes.

2009/06/05

self portrait as if 2

as coisas que a gente inventa quando está coiso...

- (tu sabes que eu tive árabe, na faculdade)sabes como se diz "grande queca" em árabe?
- não (sorriso), diz lá...
- alcoitão.

2009/06/01

a ironia dos actos falhados

- o que é club-soda?
- água tónica.
- pode ser água das pernas?
- então não pode?!