2011/04/29

ler +

o livro que ando a ler é uma obra menor.
quando calha, coloco aqui a foto da capa do livro que ando a ler e escrevo qualquer coisa que tenha ligação com isso (não é crítica literária. quem viu sabe.)
estou tentado a postar a foto da contracapa deste: o tipo, o autor, tem uns olhos de um verde muito pouco comum.
e é isto.

os olhos verdes do gajo estão para os olhos verdes assim como os olhos azuis da mãe da D estão para os olhos azuis.
são quase tão penetrantes quanto os daquela mecinha afegâ, a da burka, da wtpress... vocemessês estão a ver, não?


"ai filha... olhos penetrantes... ainda se fossáu contrário!", poderá alguém dizer. algo a que o autor reagiria bem.

brincos de princesa são tomates de carneiro

a vida muda e as coisas mudam. nós somos constante mudança.
não sei há já quanto tempo não escrevo nas minhas sebentas, hand-made ou não. também já não sabia há quanto tempo não andava pelos arquivos deste joint, do misplaced road-house que é este blog.
foi bom.
eu, para quem detesta surpresas (sejam boas ou más), abro uma excepção: gosto de me surpreender comigo próprio (pela positiva torna-me feliz, pela negativa deverá tornar-me sábio).

carapaus-memória do dia:
"bag ass"

2011/04/27

vivendo e aprendendo

já me tinham dito que se tinha acesso a gajas nuas nisto da internet, mas eu duvidei sempre.
há poucos dias decidi tirar isso a limpo e posso confirmar: é mesmo verdade. a sério. há, pelo menos, um site ou dois que ostenta nudez feminina, quiçá masculina também, para visionamento.
foi muito lindo: uma mecinha ruiva despia-se e cremava-se ao som de project pitchfork.
agora só me falta ver disso de procurar coisas. parece que se pode só escrever aquilo que se quer procurar e a internet faz o resto. parece-me também muito bonito. talvez ajude a feitura de trabalhos académicos ou assim...
admirável mundo novo...

2011/04/21

sus tentáculo

ociano pacífico

a qualidade estética (não técnica) da minha caligrafia é, muitas vezes, inversamente proporcional à beleza da caneta com que escrevo.
reencontrei uma caneta que me foi oferecida e de que gosto muito. tem uma passagem pelo papel e uma distribuição de tinta demasiado uniformes, demasiado perfeitas, logo, incontroláveis.
gosto de pequenas imperfeições (pequenas falhas, pequenos borrões). adapto-me a isso muitíssimo bem, acho eu. essas canetas, por estes pormenores, serão mais autobiográficas, suponho.
não sei. também não é importante.

mas não me posso precipitar e abandonar esta caneta para escritos mais coisos. não sem antes a experimentar em papel reciclado (a minha superfície preferida, pela falta de uniformidade).

não sei o que os "tocadores de concertina da alma" poderiam dizer sobre isto.

mustgetahat music clip

dúvidas existenciais

não sei se tolerância de ponto é compatível com o dia mundial do teatro...

2011/04/11

new season

toada morna

quando estamos à toa sobre aquilo de que falamos temos de ter cuidado, muito cuidado, com a entoação...

comigo é assim...

se é para me foderem no trabalho, a minha posição favorita é demissionário.

2011/04/07

retalho

ontem fui a uma das runiões mais parvas de que me lembro (nota: a minha memória retém dados, no máximo, durante 2 semanas, e só se envolver nudez feminina)..
mesmo assim houve algo interessante, a saber, a utilização em contexto formal da expressão "bater a bota com a perdigota", frase que associo sempre a um tipo que, sofrendo de hipertensão e de uma tendência para a bestialidade com aves, quinou.

cat

- a tua amiga só gosta de se abraçar às árvores? nunca sobe lá para cima?
- só. ela tem medo de muitas coisas... suponho que deva ter medo de subir...
- quando abraça árvores não tem medo?
- espero que não, puto... 

2011/04/02

calma... já passou... não foi nada...

(hoje. formação sobre a avaliação dos trabalhadores da administração pública (SIADAP). como sou mal formado e sou avaliador, este tipo de formação adequa-se muito...)

x - está por dentro do: se há, dá pum?
eu - desculpe... eu... (este tipo de humor, logo pela manhã...)
x - é que há também o SIADAP 2 e o SIADAP 3...
eu - ....ah, sim... pois claro que há... (foda-se, tenho que tomar outro café)

2011/04/01

i'm god...


ColorQuiz.com GOD took the free ColorQuiz.com personality test!

"Takes easily and quickly to anything which provide..."

Click here to read the rest of the results.

all deamons to me...




ouvi, pela primeira vez, os originais destas canções na mesma altura (não me perguntem quando que eu já bebi bagaço pela manhã, na altura em que fumava sg-gigante)...
à justaposição destes dois clips poder-se-á chamar esticar a corda. da sanidade? do bom-gosto? do sentido de oportunidade?
fui ver quem era.
era gente.


la mer é feminino

2011/03/31

ero zion

tempos houve em que a poesia se me dava tanto
em tantos momentos a encontrava
no vento num pente em duas mãos dadas na noite
ou ela
em doce perseguição
me encontrava a mim.

tempos há em que, a poesia, tanto se me dá.

às vezes tento
tento tanto.
às vezes, tonto, não tento.

às vezes só o vento, como um mantra:
essa poesia, tanta, não me toca.

claridade coimbrã II

Enquanto espera, ela ajeita-se na cadeira, sente-se incomodada e excitada. Acende um cigarro e tenta distrair-se. À sua volta os homens olham-na com estranheza, talvez curiosidade. Foda-se, já uma mulher não pode estar sozinha ao balcão! Está desconfortável, descruza a perna e senta-se muito direita, o que será que ele lhe quer depois de tanto tempo? O empregado pergunta se ela quer alguma coisa: Sim, um shot de uísque, por favor! Não consegue decidir qual a cerveja para acompanhar.
Entretanto, ele chega. O andar desajeitado mas seguro, a mesma pele morena e olhos felinos. Algo está diferente, talvez o cabelo, talvez apenas a lembrança. Ele dirige-se para ela com um sorriso aberto ,mas reservado, aproxima-se e sem dizer nada inclina-se para lhe dar um beijo. O perfume penetra-lhe as narinas, é o mesmo! O mesmo cheiro que lhe ficou entranhado na roupa e na pele, durante tanto tempo. Ela sustém a respiração, sente uma onda de calor a atravessar-lhe o corpo, não consegue pensar com clareza.
Ele senta-se ainda sem dizer nada. Mas que raio, também não vou ser eu a falar! Servem o uísque, ele pede um gin tónico, ela pede uma cerveja preta.
Querias falar comigo? Sim... Ele não continua, ela olha para ele interrogativa. Lembrei-me de uma promessa que fizemos! Ela olha para ele com ar de espanto. Naquela altura foram feitas muitas promessas que não foram cumpridas, a qual se refere ele?
As bebidas são servidas, ela vira-se para o balcão, volta a cruzar as pernas, dá um último travo no cigarro, expira calmamente enquanto o apaga. Dá um gole no uísque e enquanto o malte lhe queima a garganta, o olhar dele queima-lhe o resto do corpo. Continuas linda...Gosta do que está a ver: o vestido preto a contrastar com os cabelos, o decote que nem porta entreaberta e as meias... sempre as ligas pretas, o salto alto é novo nela, mas assenta-lhe bem. Vais ficar a olhar ou vais dizer-me que promessa é essa? Não queria ser brusca mas está a ficar inquieta com o olhar calado, demasiado ocupado em despi-la. Prometemos que um dia dançarias para mim enquanto eu tocava para ti!
Ela lembra-se dessa promessa. Sim, prometemos e agora o que queres? Quero cumprir! Fazia sentido naquela altura, agora...Para mim continua a fazer o mesmo sentido, essa imagem não me sai da cabeça. Da dela, agora, também não. O uísque e a cerveja acalmam, mas nem tanto. Lembra-se tão bem dessa promessa! Foi feita na noite em que dançaram juntos a mais primitiva das danças. Na noite, em que ela sentiu o calor daquelas mãos a espalhar-se por todo o corpo. Na noite em que o sabor frutado daquela boca varreu cada centímetro de pele e se misturou com o sal do corpo dela. Na noite em que o calor dele a penetrou de tantas maneiras diferentes! Na noite que deixou o quarto pintado com gemidos e suspiros de prazer e êxtase. E no final, nús, a promessa...
Lembras-te dessa promessa? Na cabeça dela passaram-se horas. Sim...A voz sai rouca ao que ele sorri, reconhece aquela voz daquela noite. A mente volta a assentar no corpo que ela sente quente e a latejar, tenta recompor-se, sorri. As pernas tocam-se...Qual é a tua ideia? Ele coloca-lhe a mão no joelho e ela estremece. Ele sorri. A minha ideia é levar-te até casa, ao quarto. Quando chegarmos lá, vou sentar-me no sofá e antes de pegar a minha viola, vou tirar-te os sapatos...gosto dos teus pés. De seguida. vou tocar aquela música, que não é a melhor de sempre mas está lá perto, assenta-te bem. Aí, à minha frente vais dançar, como fazes sozinha no teu quarto ou quando pensas que ninguém está a reparar em ti.
Ela cora um pouco, baixa os olhos por instantes, tentando resistir à vontade que se impõe. Quando olha de novo para ele encontra o desejo reflectido. Ele sempre a excitou mas esta segurança é nova e redobra o calor que ela sente dentro dela. Gosto de cumprir o que prometo! As palavras soltam-se da boca dela, pesadas, carregando todas as promessas de prazeres adiados, com os murmúrios a gritar por mais que foram calados, com os beijos e carícias sossegados e a sofreguidão da certeza que esta talvez seja mesmo a última vez!

texto roubado. está aqui para arquivo, que é a utilidade primeira deste sítio.

exxxcerto

X: Neste momento só consigo pensar nos meus lábios a tratar de ti...
pois.
isso
Mas vou tentar concentrar-me.
Y:  tratar de ti, dito por ti, soa muito bem
X:   Achas que é egoísmo pensar em "tratar" de alguém para nosso próprio prazer?
Y:  não!!!! bem-vinda ao meu mundo!!!!
X (rebuscada demais, a pergunta?)
Y:  nada rebuscada... mas estou à espera
X:  ai..
estou um bocado desorientada.
Bem, escusado será dizer que eu gosto de muitas coisas neste campo.
Não sei se já sabias isso.
Adiante.
Y:  só adiante?
X :)
Y: :D :D não resisti... ignora-me
continua

l'insutenable faiblaisse de l'être*



vertiginosa associação de ideias iniciada com a contemplação da primeiro violino e do quanto faz o meu (?) género. salto imagético para o filme e/ou do livro "a insustentável leveza do ser" (vi o filme antes de ler o livro)(* está só aparentemente mal traduzido) em que eu era ele, a primeiro violino era a lena olin e a binoche era a binoche, e eu e a binoche, e o outro vértice continuava a tocar mas enganava-se a certa altura e eu tomava o seu lugar e, além de saber tocar assim violino não me enganava, mesmo estando desconcentradíssimo com elas entretecidas num novelo de membros e o violino tinha uma câmara fotográfica de não sei quantos pixel incorporada, com lentes carl zeiss e essa coisa toda até que eu próprio era incorporado abandonando o violino que, no entanto, continuava a emitir as notas adequadas ao acompanhamento da voz da binoche que agora cantava esta mesma canção, que é em francês, com esta mesma voz e eu me esquecia que o título da canção era a condição de ter, não só esta vertiginosa associação de ideias, mas também a coisa de a ter registado.