2023/07/27

2023/07/05

2023/07/04

"metakinta, foda-se", 1996

slept through supermoon

 e nisto ela diz aos outros, falando de mim:
- o seu amigo deu-me a volta à cabeça...
eu, em 26% das situações, estou atento, logo:
- olhe que não é a primeira mulher a dizer isso de mim. não é um grupo animado, devo dizer...
ela continuou a falar de mim, como se eu não tivesse dito nada. continuava a falar com os outros:
- não sei como, ele lá achou, no fim do mundo, cerveja gelada em copos gelados. foi espectacular...

(later)
- ó titcher, tu não tens vergonha nenhuma... o marido estava logo ali ao lado...
- não disse nada de mal, e, de qualquer forma, ninguém me liga...

fui (tentar) andar de bicicleta. dizia aqui o coiso que a temperatura sentida era de 41ºC. os moços, porque eu vi mal o email, esperaram por mim na partida... 
comecei muito mais nervoso e cansado do que seria expectável...
porque não tive tempo (e cenas), não pude deixar a bike pronta como deveria...
seja como for, fui só naquela...
por isso, quando o meu corpo me disse claramente que amor com amor se paga e o seu inverso, decidi, para alívio de todos, ir até à base. tive (bastaram duas frases minhas) companhia. fiz rir uma mulher que, tal como eu, tinha o cérebro pouco oxigenado (só parece fácil se não se ler a frase toda).
cumprindo a profecia (minha), lá descobri um  sítio onde, a uma quinta-feira, deverei voltar. um antro, no primeiro andar (passe a contradição).

quando fui almoçar vi a A. e, estando ela rodeada de outras pessoas, anunciei-lhe: "estás aqui? levas já dois beijos que até andas de lado!". 

estou a tentar fazer espetadas no forno e está a correr mal... pode ser que sim, mas...

as cores que vejo agora da janela são dos mesmos tons das que eu vi com a M. enquanto comíamos espargos com ovos (não grande coisa)... 

parti dois copos de vinho em duas semanas porque fui bruto a fazer gin..

não, não pôde que sim, espetadas wise. os cogumelos estão awesome, menos mal.

afinal, vai-se a ver, e a minha resposta à questão 5.3 do exame de matemática de 12º ano está, ainda que, num plano superficial, mais ou menos bem pensada, está, dizia, ao nível de excremento. ainda bem que não apostei. afinal, eu só aposto naquelas coisas em que eu tenho a certeza de conseguir. assim sendo, não jogo. habitualmente, não jogo. gosto de jogar, mas divirto-me pouco, pois sou demasiado racional para a actividade.

às vezes custa-me, a vida, mesmo fazendo eu o melhor que posso. e o meu melhor está longe de ser desprezível, mesmo não tendo eu medo de desistir. no domingo desisti, mas ao mesmo tempo, não desisti.
desisti da prova (foda-se, 'tava bué calor e eu estou na idade em que os homens olham para o lado, agarram-se ao braço e falecem, de olhos muito abertos), mas não desisti de ser eu, como eu sou. diverti-me. diverti. vale o que vale...

é que está mesmo tudo muito limpo no ar de hoje, derivado ao vento... vejo, hiper-realisticamente, o contorno da cordilheira que me impede o visionamento das berlengas (sei, é puxado, mas, muito espremidinho, em dias destes, talvez desse..)

dizem os comentadores da eurosport à voltáfrança que o sprint de ontem "foi legal, mas não foi leal"...
sei.
i understand.

vou fazer café, fumar, ler portefólios, rapar o cabelo, masturbar-me, montar a campaínha nova na bike, ler cenas sobre o amor, apanhar os lençóis, escrever uma canção, fazer dois telefonemas e planificar o meu horário, isto é, a minha vida (a ordem não é, necessariamente, esta...).

agora, só para efeitos decorativos, fica (ao escrever isto, ainda não faço ideia):





2023/06/30

random inspired words in songs in a row in a context and a flower

the greatest coward can hurt the most ferociously 
living in the past makes you depressed, living in the future makes you anxious



um gajo a fazer a cena dele numa língua que eu não coiso.... mas gosto.

abacate a 3.45 no lider

a minha relação com a minha guitarra está a assemelhar-se muito com a relação da M. com o piano dela.
infelizmente, pelas razões opostas.




2023/06/22

extended version, 'cause/if you want more!!!

 


brith me

ice-cream words

state of the art

bom... por onde começar?

tal como na actividade cinegética, deveria acontecer do seguinte modo: fixava-se uma época, a pessoa fazia o gosto ao dedo e a uma pulsão específica (pode introduzir ambiguidade, assim tão sintetizadozinho, mas quessafoda), e depois, consumia-se o que se obtinha. (conheci uma gaja com umas pernas fantásticas que dizia "obtia").

declaro encerrada (certas pessoas dizem que as minhas declarações de pouco valem) a época de aquisição de livros para estes tempos. 
já tenho muito mais livros disponíveis do que tenho tempo para os ler. se se pensar que tenho, ga-ran-ti-da-men-te 1300-militrezentas-1300 páginas de histórias de vida para ler até ao fim da semana que vem, tásse bem.

há caçadores que não comem a caça que matam. espero muito sinceramente que se fodam mais o seu puro desejo (geralmente não assumido) de matar. é o mínimo da decência, digo eu... 
seja como for, hoje fui aos correios buscar um livro. 
vai-se a ver, trouxe quatro. 
um deles tem uma dedicatória. "se leres este livro até ao fim, faço-te um broche". 
é tentador, mas tenho dúvidas. deste gajo espero tudo. no fim da frase tinha um asterisco. na página 69-sessentinove-69 estava um papelinho com a frase "sim, até ao fim, seu chato. :)"
há certas coisas que me fazem impressão...



uma delas é ver o meu critério de escolha de livros.
acabei por ficar com um ensaio (ruth benedict, padrões de cultura), dois romances (william golding, ritos de passagem (e só porque li o famosíssimo o senhor das moscas há pouco e gostei) e primo levi, se isto é um homem (porque estou agradecido sem ter a quem agradecer, excepto, talvez, aos meus pais, mas isso é meio coiso por estes dias...) e uma coisa chamada fragmentos de um discurso amoroso, de roland barthes.
juntando isto às variações sobre um corpo* (poesia) de ontem e a todo o resto, acho que sim senhor.

foto avulso, que nada tem a ver com o que estou agora a dizer.


agora vou tomar café, pois fiz muitas coisas importantes durante a manhã, incluindo comer as maçãs que, afinal, acabei por não comer ontem visto que achei bué mais interessante fumar uma cigarrilha.
uma mulher muito bonita agarrou-se a mim, por via das baratas. 
uma senhora idosa esclareceu-me: não tem chovido e elas andam doidas por todo o lado. eu lá consegui comentar, sorrindo para a agarrante: "é. até as baratas andam assim..."

às vezes apetece-me desistir de certas coisas e dedicar-me a outras. nunca tive medo de desistir, mas também não é assim à papo-seco, as outras que me perdoem. isto o que é preciso é muita calma nesta hora, que roma e pavia.

a malta tenta comer saudável, deitar tarde e cedo erguer, não se enervar e assim... e o mundo tem tantas coisas.
por exemplo a conversa de uma colega, out of the blue:

- tenho tantas saudades de ser puta...
- oi?
- a sério! ter sexo com fartura, sexo casual, estás a ver? eu sempre gostei muito de sexo. é assim uma coisa... desde que casei, acalmei um bocado. uma pessoa define prioridades. acalmei muito, especialmente desde que fui mãe. comentei isso com o meu ginecologista, o dr. Sidónio.
- sexo casual nunca foi a minha cena, mas sei quem é o dr. Sidónio. também foste parir à bissaya barreto?
- eu? claro que não!! foi no particular, tudo tratadinho. foi cesariana! aliás, fiz questão de esclarecer: só seria mãe desde que isso não implicasse dores de parto e amamentar. e assim foi...
- a sério? conheço uma moça que me disse que, de longe, os melhores orgasmos que teve foi a amamentar...
- ó pá... não sei... nunca achei piada...
- eu gosto.
- cá para mim isso tem marotice...
- tu és tão inteligente... mas não tem de ter. gosto das duas versões, com e sem...
- com e sem quê?
- marotice... gosto da tua maneira de pensar...

outra foto avulso, só para não pensar na runião com enc. de educação (fazia trezouquatro ee's da minha dt). assim tipo bife wellington ou vichyssoise, visto que até já almocei e tudo:


afinal a cena das baratas não é tão específica quanto eu pensava...
parece que em certas zonas da cidade, "especialmente quando não chove", tal como disse a velha, as baratas espalham-se a partir das tampas das condutas de água (não as de esgoto. confirmei junto do técnico, só porque ele estava a babar-se a olhar para a senhora que assustadamente viu em mim o herói anti-insectos que eu jamais me imaginaria) para curtir a cidade.

bom... por fim, tipo naperon, deixo uns versos de uma página, aberta ao acaso, da antologia de poesia receém-chegada nús correios:

humildemente dissipo a solidão, aceito o vosso apelo
         de esperma,
mereço a poesia.

- humildemente repudio a morte.

(do poema Ciclo-I, de herberto helder)


*- estou tão tão tentado a acrescentar, com marcador indelével, na capa, a expressão "... com pintelhos".


2023/06/11

blood red right hand

duas canetas BIC Exact-tip roller red, 0,6 mm
1/2 caneta BIC Z4 roller red, 0,7 mm
4 dias

"cave" would be an awesome nickname...


fatum

blagostobo

nunca fui moralista.

sempre achei que a empatia, a atenção, a solicitude, essas coisas todas, não devem ser impostas.
não são, sequer, um dever.
a necessidade, o caráter imperativo dessas atitudes decorre da consciência (noutros tempos e contextos talvez dissesse "da compreensão na realidade". diria, de certeza, com a  devida referência, que é homenagem) de que, de facto, estamos, estaremos, sempre estivemos, inexoravelmente sós.

ipso facto, é a impossibilidade de quid pro quo.

podia dizer sem as expressões latinas? 
sim, mas eles dizem que as latinas são mais fogosas. ainda que... não sei. 
faltam-me dados empíricos
talvez me faltem mais coisas...